Classificado para sua 13ª final com o Palmeiras, agora na Copa do Brasil, Abel Ferreira avaliou a semifinal contra o Vasco como um confronto de demanda física e equilíbrio depois de um início melhor do time alviverde. Fez críticas ao gramado de São Januário, à falha da barreira alviverde e valorizou o goleiro Carlos Miguel, que garantiu a terceira classificação nos pênaltis em 2026.
– Esta eliminatória poderia ter ficado quase resolvida pela quantidade de oportunidades e eficiência que tivemos no jogo de ida e pela falta de eficácia – afirmou.
– Conseguimos controlar a organização ofensiva do nosso adversário e eles acabam fazendo o gol na bola parada. Meus jogadores sabem que tem que rezar para que a bola bata, não virar as costas para a bola. Quando passa no meio da barreira, há detalhes que temos que corrigir. Um deles é fazer a barreira e ficar forte e firme, não virar as costas à bola – disse, em referência ao segundo gol do Vasco.
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O Palmeiras chegou a acertar duas finalizações no travessão no decorrer da partida, mas perdeu por 2 a 1 e terminou levando a decisão para os pênaltis. Cenário em que Carlos Miguel defendeu duas cobranças.
– A sorte que não tivemos nas duas bolas do início, acabamos por ter nos pênaltis. Temos um protocolo de pênaltis e temos seguido, mas o mais importante é que nosso goleiro, que tantas vezes foi criticado e que tantas vezes o seguramos e ensinamos para perceber que é um processo.
– Goleiro e centroavante em equipes grandes no Brasil é difícil, é preciso ter caráter, saber lidar com os erros e não olhar para eles como algo negativo, mas algo que faz parte do crescimento. E a competência dos nossos treinadores de goleiros. Há estratégia para nosso goleiro, foi extremamente competente.
– Só não estava previsto o lateral-direito bater, não gosto de ver laterais direitos das minhas equipes baterem pênaltis – disse Abel.
Na saída de campo, Marlon Freitas explicou que Giay pediu para cobrar a quinta penalidade, mas ele terminou perdendo, parando na defesa do goleiro Léo Jardim. O volante, por sua vez, cobrou a sexta, nas alternadas, e Carlos Miguel defendeu a do Vasco para garantir a classificação.
– Fomos felizes e essa felicidade é fruto do trabalho. Estamos onde queríamos estar. Hoje foi preciso tirar um esforço extra de dentro, não só para enfrentar o adversário, mas o gramado extremamente pesado. Preferimos que tivessem levado o jogo para o estádio do Botafogo ou Maracanã.
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