Um filhote de lontra de 15 dias foi resgatado nesta quinta-feira (22) em Novo Hamburgo (RS) [1]. O animal estava sozinho e com os olhos fechados [1].
O biólogo Carlos Normann explicou que o filhote pode ter sido abandonado pela mãe [1]. Outra hipótese é a separação após um acidente [1].
A espécie, Lontra longicaudis, é classificada como "quase ameaçada" pela União Internacional para a Conservação da Natureza [1]. Ela está próxima de critérios de ameaça [1].
O animal vive associado a rios e arroios, usando a vegetação das margens como abrigo [1]. Ele não é visto comumente nas cidades [1].
O filhote foi encaminhado a uma instituição veterinária para receber cuidados [1]. O objetivo é devolvê-lo à natureza futuramente [1].
Pequeno, sozinho e ainda sem sequer ter aberto os olhos. Um filhote de lontra com aproximadamente 15 dias de vida foi resgatado nesta quinta-feira (22), na Avenida Sete de Setembro, no bairro Liberdade, em Novo Hamburgo, Região Metropolitana de Porto Alegre.
O animal foi localizado próximo ao leito do Arroio Luiz Rau, um curso d’água semelhante a um riacho.
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De acordo com a prefeitura da cidade, o biólogo Carlos Normann explica que há duas possibilidades para justificar por que o filhote estava desacompanhado: ele pode ter sido deixado pela mãe ou ter se separado dela após algum acidente.
"Acreditamos que a mãe abandonou o filhote ou sofreu algum acidente, como o ataque de algum cão, algo bem comum nestes casos", afirma.
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A espécie encontrada, Lontra longicaudis, aparece como "quase ameaçada" na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Essa classificação é destinada a espécies que ainda não estão nas categorias "vulnerável", "em perigo" ou "criticamente em perigo", mas que estão próximas dos critérios de ameaça ou podem alcançá-los futuramente.
Apesar de fazer parte da fauna nativa do Vale do Sinos no RS, a lontra não é presença comum aos olhos de quem circula pelas cidades. O animal vive associado a rios e arroios e utiliza áreas com vegetação nas margens, que servem tanto de abrigo quanto de ambiente para alimentação.
Da cidade de volta à natureza
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O filhote foi encaminhado a uma instituição veterinária. A previsão é que permaneça sob cuidados enquanto cresce e, quando estiver em condições adequadas, seja devolvido à natureza.
Perda de habitat, poluição de ambientes aquáticos e caça ilegal estão entre as principais ameaças à conservação da lontra. A preservação dos rios, arroios e da vegetação existente às margens desses cursos d'água é, portanto, importante para a proteção desses animais.
Por se tratar de uma espécie silvestre, a lontra não deve ser levada para casa nem criada como animal doméstico. Ela depende de alimentação e manejo específicos, e animais encontrados em situação de risco devem ser encaminhados às equipes responsáveis pelo atendimento da fauna.
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