Houve três jogos dentro de um único só, em Santos x Bahia. Um até a metade do primeiro tempo, antes do dilúvio que atingiu a Vila Belmiro. Outro até o intervalo, com os times lutando contra as poças d'água. E, por último, outro no segundo tempo, quando o Peixe ficou com um homem a menos.
Apesar das adversidades provocadas pela má drenagem do campo e da imaturidade de seu capitão, Neymar, o Santos foi valente e conseguiu buscar o empate em 1 a 1, neste sábado, nos minutos finais.
O resultado fez justiça ao desempenho do Peixe, que não merecia a derrota, e manteve o time vivo na briga por uma vaga na Conmebol Libertadores de 2027. Se tivesse perdido, a equipe veria o Bahia abrir sete pontos na classificação a seis rodadas do fim do campeonato, vantagem muito difícil de ser tirada.
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Primeiro terço
Mais uma vez, Cuca apostou em uma formação leve e ofensiva do meio para frente. Gabriel Bontempo ficou um pouco mais recuado, auxiliando Gustavinho, o único volante. À frente deles estiveram Cebolinha, pela direita, Philippe Coutinho, centralizado, e Neymar pela esquerda, com Gabigol no comando de ataque.
O início santista foi promissor, em alta intensidade. Logo no primeiro lance da partida Coutinho teve chance de abrir o placar, e outras oportunidades foram criadas a partir da movimentação santista e de boas enfiadas de Neymar.
Barreal, improvisado na lateral esquerda, auxiliava bastante o setor ofensivo, enquanto Rodinei ficava mais contido pelo lado oposto.
Ao mesmo tempo em que criava, o Santos também cedia espaços, porque não conseguia recompor com rapidez. Foi assim, por exemplo, que os baianos criaram ótima chance aos 11 minutos, com Erick Pulga perdendo quase debaixo do travessão.
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Antes de o temporal chegar, o Peixe teve um gol anulado e desperdiçou pelo menos três ótimas oportunidades.
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Segundo terço
Por volta dos 23 minutos uma forte chuva começou a cair na Baixada Santista e, muito rapidamente, poças d´água começaram a se formar no gramado da Vila. O campo, que já é péssimo seco, ficou impraticável.
Os jogadores santistas começaram a se irritar, e a equipe perdeu as suas principais armas: tabelas, aproximações, dribles, ultrapassagens...
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Além de atrapalharem o Santos, as poças também acabaram por ajudar o Bahia. Aos 38, a bola parou caprichosamente em uma delas, na entrada da área, na medida para Luciano Juba chegar batendo de primeira, sem chance de defesa para Diógenes.
Último terço
Percebendo que não seria possível recorrer aos dribles e tabelas entre seus meio-campistas, Cuca abriu mão de qualidade para ganhar força física no intervalo. Sacou Bontempo e Coutinho e voltou com João Schmidt e Rony.
Porém, antes mesmo de a bola rolar, o cenário voltou a mudar. Neymar retomou uma discussão que já vinha tendo com Rodrigo Nestor desde o primeiro tempo, colocou a mão na frente da boca ao falar com o adversário e acabou expulso pela lei Vini Jr.
Com um a menos e ainda enfrentando um péssimo gramado, o Santos passou a recorrer às bolas longas, cruzamentos e empurrou o Bahia para trás mais na vontade do que na técnica.
Apesar de todas as adversidades, o Peixe conseguiu 15 finalizações na etapa final e teve 58% de posse de bola.
A entrega do time, reconhecida pela torcida, que lotou a Vila e não parou de apoiar mesmo debaixo do dilúvio, foi recompensada com o gol de Luan Peres, nos acréscimos.
Em um confronto direto, o Santos precisava de mais do que um empate, mas o 1 a 1 dá moral à equipe pela forma que foi conquistado. Na quarta-feira, o Peixe terá desafio ainda mais difícil, desta vez contra o rival Palmeiras.

