Gabriel Bortoleto chega ao GP Brasil de Fórmula 1 deste fim de semana com mais tranquilidade. O brasileiro vinha de uma sequência de oito corridas sem pontuar na categoria, mas conseguiu quebrar a má fase com uma boa exibição no México: apesar de praticamente não ter treinado, o piloto alcançou o oitavo lugar na prova.
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Em entrevista exclusiva ao ge, Bortoleto disse que voltou a pontuar na hora certa: justamente antes da corrida deste fim de semana no Autódromo de Interlagos. Para o brasileiro, o bom resultado no México tira um pouco do peso das costas para a prova em casa.
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– Sem dúvidas, venho para o Brasil com um pouco menos de pressão de pontuação. Obviamente, eu quero pontuar em casa. Isso não é nenhuma questão a se falar, né? Mas acho que fazia algumas corridas que a gente estava batendo na trave ou que algum problema ou outro acontecia e não dava para eu estar lá – iniciou, acrescentando:
– Eu acho que agora eu tiro um pouco esse peso, e eu quero só correr em casa com felicidade e tranquilidade – concluiu.
Durante a prova no Autódromo Hermanos Rodríguez, Bortoleto teve muitos problemas na preparação para a corrida. No treino livre 1, o brasileiro cedeu o carro ao calouro Freddie Slater. Depois, nos treinos 2 e 3, conviveu com problemas no monoposto da Audi, em especial no motor.
A equipe alemã trocou a unidade de potência defeituosa por outra mais antiga, e Gabriel conseguiu corresponder: fez uma classificação dentro do esperado, ganhou posições na corrida e aproveitou as punições dadas a Oscar Piastri, Pierre Gasly e Franco Colapinto para entrar na zona de pontuação.
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O bom desempenho em condições adversas faz com que Bortoleto considere essa prova como uma das mais marcantes de sua carreira na Fórmula 1.
– Óbvio que sim. Acho que o memorável do final de semana foi ter, como você disse, não ter feito nenhum treino. Ido direto para a classificação, ter feito uma ótima classificação do meu ponto de vista. Tinha muita confiança com o carro já de cara, sem nem ter entendido o que eu precisava de balanço, nada. E depois ter ido para a corrida, me mantive vivo a corrida toda, tive um ótimo ritmo.
– Aproveitei as oportunidades que eu tive ali no final da corrida. E óbvio que as punições que aconteceram ali no final, com alguns carros que aceleraram um pouquinho demais na bandeira amarela, ajudaram a gente a somar alguns pontos – analisou.
Passado o bom resultado no México, Bortoleto chega a Interlagos neste ano em busca de redenção. No ano passado, o piloto acabou batendo muito forte na última volta da corrida sprint e destruiu o carro, o que o tirou da classificação. Na prova principal, recebeu um toque de Lance Stroll e abandonou na primeira volta.
Embora considere que esteja menos pressionado devido ao bom resultado no México, Bortoleto admitiu que a visibilidade por correr em casa mexe com a cabeça.
– Para mim é o momento mais importante do ano. Eu acho que a gente sempre tenta ser imparcial, as nossas emoções, a gente tem que estar sempre calmo para o final de semana que a gente está vivendo e tudo. Mas é óbvio que quando se trata do GP de São Paulo, para mim, ainda mais sendo brasileiro, eu sou uma pessoa calorosa, eu sou uma pessoa que eu não escondo isso – disse, acrescentando:
–É lógico que a situação muda, a sua cabeça muda quando você está correndo em frente de centenas de milhares de brasileiros e milhões de pessoas te assistindo na televisão na sua casa. Então, é óbvio que isso muda muito e, para mim, é algo muito especial e único.
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Neste fim de semana, o piloto de 22 anos vai ter uma pintura mais do que especial para a corrida em casa: a Audi anunciou um desenho verde, inspirado no Piso Paulista, o calçamento tradicionalmente utilizado nas calçadas do estado. Na opinião de Gabriel, este é o carro mais bonito que ele já pilotou em sua carreira.
–Também acho, acho que essa é a edição mais bonita da Audi. Ela é linda já assim, eu já ouvi que o pessoal fez os testes no computador, tudo. Quando o carro tá andando, ele fica ainda mais lindo de se ver, então estou animado.


