Estudantes da Escola Rodrigues dos Santos, em Santarém, participaram nesta sexta-feira (6) do projeto "Cadeira Vazia". A ação debateu a prevenção da violência contra a mulher.
A iniciativa da Unama usou teatro e rodas de conversa para ensinar jovens a identificar abusos. Uma cadeira vazia simbolizou a ausência de vítimas de feminicídio.
Universitários de pedagogia orientaram os alunos sobre diferentes formas de violência doméstica. Eles também divulgaram canais de denúncia, como o Ligue 180.
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Estudantes do ensino médio da Escola Rodrigues dos Santos, em Santarém, no oeste do Pará, participaram nesta sexta-feira (6) de uma ação do projeto "Cadeira Vazia", que debate a prevenção da violência contra a mulher e o feminicídio. A iniciativa integra o calendário de responsabilidade social da Unama e usou arte e diálogo para ensinar os jovens a identificar sinais de abuso e onde buscar ajuda.
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A programação contou com rodas de conversa, encenações de teatro educativo, produção de cartazes e a montagem de um mural temático sobre respeito, igualdade e direitos humanos.
O símbolo central do projeto é uma cadeira vazia instalada no ambiente escolar. Segundo os organizadores, o móvel representa a ausência dolorosa de cada mulher que teve a vida interrompida pelo feminicídio.
Durante os debates, os universitários do curso de pedagogia que coordenaram a ação explicaram aos estudantes as diferentes formas de violência doméstica — que vão além da agressão física, englobando abusos psicológicos, morais e patrimoniais. Os jovens também receberam orientações sobre os canais de denúncia, como o Ligue 180.
Segundo a coordenadora do curso de Pedagogia da instituição, Eysimar Viera, o projeto utiliza a educação como ferramenta de prevenção e busca fortalecer a cidadania entre crianças, adolescentes e jovens.
"A Cadeira Vazia simboliza a ausência deixada pelas mulheres vítimas de feminicídio. Durante a ação, também foram discutidos os tipos de violência, os sinais de abuso e os canais de apoio e denúncia", explicou.
Para os educadores, levar essa discussão para dentro das escolas é um passo fundamental para formar cidadãos mais conscientes e ajudar a quebrar o ciclo de violência contra a mulher na sociedade, incentivando os próprios estudantes a serem multiplicadores dessas informações em suas famílias e bairros.




