A campanha para o governo do Pará terminou neste sábado (3) marcada por debates sobre saneamento básico, saúde e infraestrutura.
Pesquisa Quaest apontou a saúde pública como o problema mais grave para 37% dos eleitores paraenses.
A disputa registrou mudanças em chapas e atuação da Justiça Eleitoral para remover conteúdos não verificados das redes sociais.
Os 6 candidatos apresentaram propostas sobre revisão de concessões de saneamento, construção de hospitais e obras de infraestrutura.
O abastecimento de água e esgoto foi o principal tema da campanha para o governo do Pará até este sábado (3), véspera da eleição. O assunto apareceu com frequência nas agendas, entrevistas, sabatinas e debates dos 6 candidatos.
Ao longo de período de propaganda e agendas de rua, temas como reestruturação do atendimento na saúde e a necessidade de investimentos em infraestrutura viária e urbana também pautaram a campanha dos seis candidatos ao cargo de chefe do Executivo estadual.
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Segundo levantamento da Quaest encomendada pela TV Liberal, a saúde pública é apontada como o problema mais grave do Pará por 37% dos eleitores.
Na sequência das maiores preocupações do eleitorado paraense aparecem violência (12%), infraestrutura (7%), desemprego (5%), economia (5%), corrupção (4%), educação (3%), enchentes (2%)e pobreza/desigualdade (2%).
A disputa estadual registrou reconfigurações partidárias antes do pleito. Uma delas foi quando Ruth Reis assumiu a candidatura pelo Democrata ao governo do estado, em substituição a José Moita. Márcia Carvalho passou a compor a chapa como vice-governadora.
Outro fato marcante também foi atuação da Justiça Eleitoral, que atendeu a um pedido liminar e determinou a remoção de publicações nas redes sociais que veiculavam um suposto vídeo íntimo atribuído ao candidato Dr. Daniel, classificando a veiculação não verificada como propaganda eleitoral antecipada negativa.
Participaram da disputa ao governo do Pará: Araceli Lemos (PSOL), Dr. Daniel (Podemos), Gal Leite (UP), Hana Ghassan (MDB), Ruth Reis (Democrata) e Well Macêdo (PSTU).
O período oficial de campanha e propaganda eleitoral para o 1º turno começou em 16 de agosto de 2026. Para este balanço, foram consideradas reportagens de agendas de campanha, entrevistas, sabatinas e debates com participação dos candidatos.
Veja as principais propostas apresentadas por cada candidato.
Araceli Lemos (PSOL)Dr. Daniel (Podemos)Gal Leite (UP)Hana Ghassan (MDB)Ruth Reis (Democrata)Well Macêdo (PSTU)
Araceli Lemos (PSOL)
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Araceli Lemos articulou campanha em torno da defesa dos direitos sociais, fortalecimento da gestão pública e combate às desigualdades.
Na pauta de saneamento e infraestrutura urbana, a candidata defendeu o cancelamento e a rescisão jurídica do contrato de concessão do serviço de água e esgoto no estado.
Ela propôs a criação de uma nova estatal pública de abastecimento para garantir água potável e preço acessível à população, criticando cobranças sobre poços artesianos.
Na área econômica e social, Araceli apresentou a proposta do "salário pai d'égua", criando um salário mínimo regional de R$ 2.200 para os trabalhadores celetistas no Pará, fundamentado em parâmetros de custo de vida.
Para financiar ações sociais e programas de apoio às mulheres, a candidata propôs intensificar a cobrança dos devedores fiscais do estado. No setor cultural e de turismo, sugeriu a aplicação de 3% do orçamento estadual em iniciativas comunitárias.
Na saúde pública, fixou como meta reduzir o tempo médio de espera por exames e consultas especializadas no SUS, que apontou ser de 233 dias no estado, para no máximo 60 dias.
Defendeu a descentralização do atendimento oncológico, com atenção prioritária para o Arquipélago do Marajó, e a implantação de centros de referência para a saúde do idoso nas mesorregiões paraenses. Para recompor o quadro de pessoal do estado, propôs a realização de concursos públicos para cargos efetivos.
Na habitação, apresentou a proposta de reestruturar a Companhia de Habitação do Estado do Pará (Cohab) e entregar 30 mil moradias populares em quatro anos, por meio de desapropriação de imóveis ociosos e parcerias com o programa Minha Casa, Minha Vida. Na segurança pública e proteção às mulheres, destacou a necessidade de combater o feminicídio e prometeu instalar Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher funcionando 24 horas em todos os 144 municípios do Pará.
"O povo do Pará sofre imensamente com a falta de água. Entendemos que isso é um desrespeito ao povo do Pará e, portanto, nós vamos romper com este contrato", afirmou durante sabatina no Jornal Liberal 1ª Edição.
Síntese
Saneamento: romper o contrato de privatização da água e criar uma nova companhia estatal pública.Salário regional: implantar o salário mínimo regional de R$ 2.200 no Pará.Arrecadação: cobrar devedores fiscais do estado para financiar o fundo de apoio às mulheres.Cultura e turismo: destinar 3% do orçamento estadual para a cultura e o turismo de base comunitária.Saúde: reduzir o tempo médio de espera por exames e procedimentos no SUS de 233 para 60 dias.Oncologia: descentralizar o tratamento de câncer, com atendimento prioritário para a região do Marajó.Pessoa idosa: criar centros de referência integral para a saúde da pessoa idosa nas mesorregiões.Habitação: reestruturar a Cohab e entregar 30 mil moradias populares em quatro anos.Segurança da mulher: criar delegacias da mulher com funcionamento 24 horas em todos os 144 municípios do Pará.Servidores: realizar concursos públicos para substituir temporários por funcionários efetivos.
Dr. Daniel (Podemos)
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Ex-prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel pautou a campanha na promessa de reorganização da saúde pública, investimentos em mobilidade e revisão de contratos estaduais.
O candidato afirmou que o primeiro ato de governo dele, caso eleito, será rescindir o contrato com a concessionária Águas do Pará e retomar o controle dos serviços pela Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa).
Na saúde, apresentou a proposta de iniciar a construção de 30 hospitais e 30 policlínicas nos primeiros 100 dias de gestão, mantendo a expansão ao longo dos quatro anos de mandato. Para reduzir as filas do SUS de imediato, defendeu mutirões regionais de consultas, exames e cirurgias eletivas.
Dr. Daniel propôs a descentralização dos serviços com o fortalecimento de hospitais municipais no interior, garantindo leitos de UTI e média complexidade para evitar o deslocamento de pacientes a Belém, além do fortalecimento da atenção materno-infantil e oferta de óticas do SUS nas Usinas da Paz.
Na mobilidade e política tributária, o candidato prometeu zerar a cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para taxistas, motoristas e motociclistas de aplicativo de todas as cilindradas, afirmando que a perda de arrecadação será compensada com o corte de despesas em publicidade governamental.
Também defendeu a extinção de pedágios em rodovias estaduais, a execução de obras de macrodrenagem em canais para conter alagamentos na capital e investimentos na logística hidroviária do Oeste paraense.
Na segurança pública, apresentou o programa "Na Ativa", focado no fortalecimento do serviço de inteligência policial para interceptar rotas de drogas, na expansão do videomonitoramento inteligente em todo o estado e no funcionamento de delegacias 24 horas.
Em relação ao setor produtivo e regularização fundiária, propôs uma parceria entre o Instituto de Terras do Pará (Iterpa) e o Incra, além de defender a elaboração de novos laudos antropológicos para contestar demarcações de terras indígenas no Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato também propôs um programa para financiar reformas em templos e igrejas.
"O meu primeiro ato de governo vai ser romper o contrato e vou investir para levar água de qualidade até a torneira da população. No nosso estado não falta dinheiro, falta prioridade", declarou em entrevista ao vivo no Jornal Liberal 1ª Edição.
Síntese
Saneamento: rescindir o contrato com a concessionária Águas do Pará e retomar a Cosanpa.Construção na saúde: iniciar a construção de 30 hospitais e 30 policlínicas nos primeiros 100 dias de governo.Descentralização: fortalecer hospitais municipais do interior e ampliar leitos de UTI.Atendimento emergencial: realizar mutirões de exames, consultas e cirurgias eletivas para reduzir filas no SUS.Isenção fiscal: zerar o IPVA para taxistas, motoristas e motociclistas de aplicativo.Pedágios: extinguir a cobrança de pedágios nas rodovias estaduais.Segurança: lançar o programa "Na Ativa", interligar a inteligência policial e expandir o videomonitoramento.Regularização fundiária: acelerar títulos em parceria com o Incra e contestar demarcações indígenas no STF.Infraestrutura urbana: realizar obras de macrodrenagem em canais para combater alagamentos na capital.Religiosidade: criar programa estadual para financiar reformas de templos e igrejas.
Gal Leite (UP)
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A candidata Gal Leite apresentou um plano de governo focado na reestatização de serviços essenciais, valorização do funcionalismo e gestão direta pelo Estado.
Na área de saneamento e energia elétrica, defendeu a reestatização completa dos serviços, com a criação de unidades municipais descentralizadas da Cosanpa em todo o Pará para expandir a cobertura de água e esgoto.
Na saúde pública, Gal Leite propôs a extinção das Organizações Sociais (OSs) e a transição para a administração direta estatal. A candidata defendeu a obrigatoriedade do uso do Sistema Único de Saúde (SUS) por políticos e autoridades públicas ocupantes de cargos eletivos.
Para reestruturar o setor, propôs a realização de concursos públicos periódicos para médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, além do fortalecimento da rede de saúde mental e expansão dos CAPS.
Na habitação popular, propôs utilizar recursos estaduais e federais do programa Minha Casa, Minha Vida para construção e reforma de moradias.
A proposta dela prevê a contratação direta dos moradores das próprias comunidades para trabalharem nas obras públicas, dispensando a contratação de grandes empreiteiras terceirizadas para baratear os custos e gerar empregos locais.
Na educação, defendeu destinar e manter legalmente 5% do PIB estadual para o orçamento da Universidade do Estado do Pará (UEPA), que afirmou receber atualmente 0,78%.
Também propôs a municipalização da merenda escolar fornecida exclusivamente pela agricultura familiar e a realização de concursos para professores.
Na segurança pública, apresentou a proposta de asfixiar financeiramente as facções criminosas mediante o combate à corrupção interna e à lavagem de dinheiro.
Na pauta ambiental, defendeu a meta de desmatamento zero e a consulta prévia às populações tradicionais sobre grandes empreendimentos.
"A gente propõe que todo político tenha que usar o SUS, porque não é certo que eles votem o orçamento mínimo para a saúde e depois eles tenham um plano de saúde milionário, enquanto a população não consegue atendimento", afirmou durante ato em Belém.
Síntese
Reestatização: reestatizar os serviços de abastecimento de água (Cosanpa) e energia elétrica no Pará.Saúde pública: encerrar contratos com Organizações Sociais (OSs) e restabelecer a gestão direta pelo Estado.Uso do SUS: tornar obrigatório o uso do SUS por políticos e autoridades públicas.Habitação: contratar trabalhadores das próprias comunidades para obras de moradia popular sem terceirização.Orçamento universitário: elevar o repasse orçamentário da UEPA para 5% do PIB do estado.Merenda escolar: municipalizar o fornecimento da merenda via agricultura familiar.Concursos públicos: realizar concursos periódicos para profissionais da saúde e educação.Combate às facções: asfixiar financeiramente o crime organizado com combate à lavagem de dinheiro.Meio ambiente: adotar o desmatamento zero e realizar consultas públicas com populações tradicionais.
Hana Ghassan (MDB)
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Atual governadora do Pará, Hana Ghassan centrou a campanha de reeleição na apresentação dos investimentos da atual gestão, na expansão da infraestrutura hospitalar e na ampliação de programas sociais.
Na saúde, defende a criação da fila digital do SUS, permitindo que os cidadãos acompanhem a posição em consultas, exames e cirurgias pelo portal da Sespa.
Hana prometeu a construção de 12 novos hospitais, incluindo dois Hospitais da Mulher em Santarém e Parauapebas, um Hospital do Coração e novas policlínicas com leitos de hemodiálise, além de mutirões permanentes para cirurgias e consultas, e implementação da telemedicina para marcação de procedimentos pelo celular.
No saneamento básico, defendeu a fiscalização diária da concessionária sob a premissa "sem água, sem conta", citando a suspensão do aumento da tarifa em Santarém e a possibilidade de cassar a concessão dentro da legalidade caso metas contratuais não sejam atingidas.
Na infraestrutura e pavimentação, comprometeu-se a pavimentar e recuperar 4.000 quilômetros de vias no estado (2.000 km de rodovias estaduais e 2.000 km de ruas urbanas). A proposta estabelece uma regra de fiscalização que exige garantia de 5 anos das empreiteiras para refazer obras que apresentem falhas com recursos próprios.
Na segurança pública e assistência social, propôs construir mais 40 Usinas da Paz e lançou o "Programa Recomeço", destinado a conceder auxílio financeiro, capacitação e inserção no mercado de trabalho para mulheres vítimas de violência doméstica, integrado ao aplicativo "SOS Mulher" e batalhões rurais.
Na economia e educação, apresentou proposta de concessão de incentivos fiscais para atração de indústrias de beneficiamento, estipulou a meta de entregar 100 mil títulos de regularização fundiária e defendeu a qualificação da cadeia produtiva do turismo no cenário pós-COP 30.
Na educação de jovens, propôs os programas "Meu Primeiro Emprego" (bolsas de estágio custeadas pelo governo) e "Bora Estudar pelo Mundo" (intercâmbio internacional para estudantes da rede pública).
"O projeto de lei que dá transparência total para a fila da saúde trata de consultas, exames e cirurgias que vão poder ser consultados por qualquer um que esteja na fila", declarou em entrevista ao vivo no JL1.
Síntese
Fila do SUS: aprovar projeto de lei para dar transparência total à fila de consultas, exames e cirurgias pelo portal da Sespa.Infraestrutura hospitalar: construir 12 novos hospitais, incluindo duas unidades focadas na saúde da mulher.Usinas da Paz: construir mais 40 unidades do complexo comunitário de inclusão social e segurança.Combate à violência: criar o programa "Recomeço" com auxílio financeiro e qualificação profissional para mulheres vítimas de agressão.Pavimentação: asfaltar e recuperar 4.000 km de ruas e rodovias, com garantia contratual de 5 anos das empreiteiras.Saneamento: fiscalizar a concessionária sob a regra "sem água, sem conta", prevendo cassação de contrato se houver descumprimento.Regularização fundiária: entregar 100 mil títulos de propriedade rural e urbana em quatro anos.Desenvolvimento industrial: conceder incentivos fiscais para indústrias de transformação e beneficiamento local.Educação e juventude: implantar os programas "Meu Primeiro Emprego" e "Bora Estudar pelo Mundo" de intercâmbio.Turismo: qualificar serviços, conectar o Porto de Outeiro a rotas fluviais e ampliar voos internacionais pós-COP 30.
Ruth Reis (Democrata)
Ruth Reis assumiu a candidatura ao governo do Pará pelo partido Democrata após o indeferimento do registro do então candidato José Moita por questões referentes a prazos de domicílio eleitoral. Advogada e contadora especializada em direito tributário, a candidata focou propostas na revisão do sistema de impostos, equilíbrio fiscal e estímulo ao ambiente de negócios.
A principal proposta econômica dela é a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Pará de 19% para 15%. Segundo a candidata, a perda de arrecadação de 4% será compensada com o combate ao desvio de recursos públicos, enxugamento da máquina administrativa e atração de novas empresas.
Defendeu também a revisão de isenções fiscais concedidas ao setor minerário e a exigência de contrapartida de 80% de mão de obra local para empresas beneficiadas com incentivos estaduais.
Na infraestrutura para o interior, assumiu o compromisso de atingir a meta de "zero pontes de madeira" em rodovias estaduais e pavimentar mais de 1.000 quilômetros de estradas, com atenção especial à região Oeste.
Pretende também, se eleita, a retomada do diálogo técnico para a dragagem de hidrovias estratégicas, como a do Rio Tapajós, desde que comprovada a conformidade com o código ambiental.
No saneamento e serviços públicos, propôs a revisão do contrato de concessão de água com a meta de atingir 90% de cobertura de água tratada para a população paraense.
Na saúde, apresentou a proposta de implementação da fila digital para acompanhamento de exames e consultas via aplicativo.
Na segurança pública, propôs medidas de valorização salarial dos agentes de segurança, estabelecendo a elevação do soldo inicial da Polícia Militar para R$ 1.621.
"Nosso plano de governo propõe baixar o ICMS para 15%. Para isso, nós teríamos que enxugar a máquina pública, que está muito inchada, e combater a corrupção. Com isso, conseguiríamos aumentar a receita do Estado e atrair novos investimentos", afirmou no Jornal Liberal 1ª Edição.
Síntese
Corte de impostos: reduzir a alíquota do ICMS no Pará de 19% para 15%.Gestão fiscal: enxugar a máquina pública, combater desvios de verbas e revisar isenções da mineração.Emprego local: vincular incentivos fiscais à exigência de 80% de contratação de mão de obra paraense.Pontes e rodovias: erradicar pontes de madeira e pavimentar 1.000 km de rodovias estaduais no interior.Saneamento: revisar o contrato de saneamento e fixar a meta de 90% de população com água tratada.Hidrovias: retomar negociações para dragagem de hidrovias com rigor de licenciamento ambiental.Saúde digital: criar sistema digital para acompanhamento transparente da fila de exames e consultas pelo celular.Valorização policial: reajustar o soldo inicial da Polícia Militar para R$ 1.621.
Well Macêdo (PSTU)
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A candidata Well Macêdo apresentou uma plataforma pautada no fortalecimento dos direitos trabalhistas, ampliação do investimento estatizado e reformas nas forças de segurança.
Na segurança pública, posicionou-se a favor da desmilitarização da PM e defendeu a unificação das polícias sob uma instituição civil. Propôs a ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher e o combate ao assédio moral e sexual sofrido por trabalhadoras.
Na saúde pública, defendeu a extinção das Organizações Sociais (OSs), Oscips e Parcerias Público-Privadas (PPPs), propondo a gestão 100% direta pelo Estado com contratação de profissionais por concursos públicos periódicos.
No saneamento básico, defendeu a reestatização da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) e a criação de uma tarifa social de água garantindo isenção total para trabalhadores desempregados.
Na habitação e emprego, Well propôs a criação de um plano estadual de habitação popular para combater o déficit de moradias nas periferias, aliado a um plano de obras públicas de pavimentação, drenagem e saneamento focado em gerar postos de trabalho com carteira assinada.
Defendeu investimentos na malha viária e no transporte fluvial realizados de forma sustentável e sem promover o desmatamento.
Na educação, propôs o passe livre estudantil para alunos da rede estadual como medida de combate à evasão escolar.
Apresentou propostas de reformas físicas nas escolas com acessibilidade, quadras cobertas e laboratórios, além da construção de unidades em áreas de difícil acesso para atender ribeirinhos e quilombolas, organizando a aplicação do orçamento por meio de conferências regionais com trabalhadores.
"O estado tem dinheiro. O problema do nosso estado não é falta de dinheiro, mas as isenções fiscais dadas aos grandes empresários", afirmou durante sabatina no Jornal Liberal 1ª Edição.
Síntese
Segurança: desmilitarizar a Polícia Militar e unificar as polícias sob gestão civil.Gestão da saúde: encerrar contratos com Organizações Sociais (OSs) e assumir administração pública direta.Reestatização: reestatizar a Cosanpa e criar tarifa social com água gratuita para desempregados.Habitação popular: implantar plano estadual de moradia e urbanização de periferias.Obras e empregos: executar plano de obras públicas para gerar empregos formais com carteira assinada.Passe livre: conceder passe livre estudantil para alunos da rede estadual como combate à evasão escolar.Educação no interior: construir escolas para comunidades ribeirinhas e quilombolas com laboratórios e quadras.Orçamento participativo: elaborar o Plano Plurianual e LDO por meio de conferências de trabalhadores.Direitos das mulheres: expandir delegacias da mulher e criar programas contra o assédio no trabalho.
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