A disputa para o governo de MG foi marcada por candidaturas de última hora e debates sobre a dívida do estado, filas no SUS e outros assuntos.
A pré-campanha teve articulações e indefinições de nomes. Cleitinho Azevedo e Aécio Neves recuaram de decisões antes de confirmarem suas candidaturas.
O Propag foi um dos temas que dividiu os concorrentes. Alguns apoiaram o acordo, enquanto outros propuseram renegociar a dívida com a União.
As propostas de saúde focaram na redução de filas no SUS. Na segurança, os candidatos priorizaram ações contra o feminicídio e o uso de tecnologia.
Na educação, as pautas envolveram o ensino integral e a valorização de profissionais. O debate ambiental abordou a prevenção de enchentes, secas e segurança de barragens.
A campanha para o governo de Minas Gerais foi marcada por discussões sobre a situação financeira do estado, a qualidade dos serviços públicos e os desafios regionais enfrentados pelos municípios mineiros. A corrida pelo cargo de governador também teve entre suas marcas candidaturas que foram definidas só bem perto do fim do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral.
Até o primeiro turno, que será realizado neste domingo (4), a dívida de mais de R$ 180 bilhões com a União, as filas no SUS, a violência contra a mulher, as condições das rodovias e os impactos de secas e enchentes estiveram entre os temas mais frequentes em debates, entrevistas e agendas eleitorais.
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Embora os candidatos tenham apresentado diagnósticos e planos diferentes para os problemas apontados, grande parte das propostas se concentrou em áreas semelhantes, especialmente na saúde, segurança pública, educação e infraestrutura.
Esta reportagem aborda os tópicos abaixo:
Indefinição antes da confirmação de candidaturasDívida do estado e incentivos fiscais Filas e atendimento de saúde no interiorCombate ao feminicídio e tecnologia na segurançaRodovias, pedágios e transporte metropolitanoEducação em tempo integral e valorização dos professoresSecas, enchentes e mineração Temas que tiveram menos espaçoRegiões mais visitadas
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Indefinição antes da confirmação de candidaturas
A corrida eleitoral em Minas Gerais começou meses antes do início oficial da campanha e foi marcada por articulações partidárias, desistências e indefinições sobre algumas das principais candidaturas.
No campo da esquerda, o Partido dos Trabalhadores (PT) enfrentou divergências sobre a estratégia para a disputa estadual.
Durante meses, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou convencer o ex-presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSB), a ser o candidato com seu apoio em Minas. No entanto, em maio de 2026, o senador negou publicamente a proposta e disse que encerraria a carreira política ao fim do mandato.
Depois, o nome da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), foi cotado para a disputa, mas a política decidiu manter a pré-candidatura ao Senado. Marília chegou a classificar a escolha de um nome próprio do PT para concorrer ao governo mineiro como "equívoco estratégico" e defendeu a construção de uma frente mais ampla de partidos aliados.
Por fim, o PT anunciou o nome de Patrus Ananias como candidato ao governo de MG, e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Júnior como vice.
Também houve indefinição da pré-campanha ao governo envolvendo o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Líder em pesquisas de intenção de voto antes mesmo de confirmar a candidatura, seu nome foi sondado e colocado em dúvida por meses.
O partido ao qual Cleitinho é filiado chegou a confirmar sua pré-candidatura em março, mas não oficializou o nome durante a convenção estadual, realizada em julho. Quando questionado, Cleitinho também não confirmava se disputaria o cargo.
Houve uma sequência de idas e vindas: Azevedo anunciou que não concorreria ao governo, voltou atrás, pediu ao partido para concorrer, teve o pedido negado e, dias depois, acabou confirmado como candidato.
No período em que o futuro político de Cleitinho permanecia indefinido, partidos aliados passaram a discutir alternativas para substituí-lo. Entre os nomes cogitados, esteve o de Marcelo Aro (PP), que depois acabou lançado candidato ao cargo de senador.
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Dívida do estado e incentivos fiscais
A situação fiscal de Minas esteve presente durante toda a campanha. O Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) dividiu os candidatos.
Mateus Simões (PSD) e Gabriel (MDB), por exemplo, defenderam o acordo aprovado para renegociar a dívida com a União. Simões afirmou que o programa é o principal caminho para enfrentar o passivo estadual e propôs direcionar recursos economizados para obras rodoviárias. Gabriel classificou a modalidade escolhida pelo governo mineiro como a melhor entre as opções disponíveis.
Por outro lado, Alexandre Kalil (PDT) e Patrus Ananias (PT) disseram que os termos do Propag precisam ser revistos. Kalil argumentou que o modelo é insuficiente para resolver o problema da dívida e propôs renegociar prazos e juros com o governo federal. Patrus também defendeu a ampliação do prazo de pagamento.
Tanto Cleitinho Azevedo (Republicanos) quanto Flávio Roscoe (PL) chegaram a classificar o programa como "um mal necessário" e falaram em renegociação com o governo federal.
Indira Xavier (UP), Rafael Duda (PSTU), Henrique Áreas (PCO) e Professor Túlio Lopes (PCB) defenderam posições mais críticas em relação ao endividamento do estado. As propostas incluíram auditoria da dívida pública, suspensão dos pagamentos à União e ampliação do controle estatal sobre empresas e setores considerados estratégicos.
As isenções fiscais concedidas a empresas também foram alvo de divergências. Kalil, Patrus e candidatos de partidos como UP, PSTU e PCB sustentaram a necessidade de revisão dos benefícios tributários.
Cleitinho propôs manter apenas incentivos vinculados à geração de empregos e investimentos. Gabriel sugeriu ampliar a transparência desses mecanismos por meio de um painel público. Já Roscoe saiu em defesa das isenções, argumentando que o benefício atrai recursos para o estado.
Ben Mendes (Missão) não tratou diretamente sobre o Propag, mas defendeu medidas voltadas à atração de investimentos privados e redução da burocracia para abertura de empresas. Também disse que, se eleito, pretende condicionar benefícios tributários a metas de desempenho.
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Filas e atendimento de saúde no interior
A saúde foi um dos assuntos mais recorrentes da campanha, principalmente em cidades do interior. Grande parte dos candidatos apresentou propostas voltadas para reduzir filas de consultas, exames e cirurgias e diminuir a necessidade de deslocamento de pacientes para Belo Horizonte.
Mateus Simões defendeu ampliar a cobertura da atenção básica, concluir novas unidades básicas de saúde e expandir hospitais regionais.
Alexandre Kalil propôs reorganizar a assistência por macrorregiões e criar linhas regionais de atendimento para especialidades com maior demanda.
Cleitinho Azevedo apresentou a chamada "Tabela Mineira de Procedimentos Estratégicos", com o objetivo de complementar recursos destinados a cirurgias e exames eletivos. Também defendeu fortalecer consórcios intermunicipais e hospitais filantrópicos.
Gabriel priorizou medidas de gestão, como transparência das filas, digitalização de prontuários, telemedicina e mutirões regionais.
Patrus Ananias defendeu o fortalecimento da estratégia saúde da família, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e dos hospitais regionais.
Flávio Roscoe propôs interiorizar os atendimentos e ampliar os investimentos para expandir a assistência médica à população.
Indira Xavier defendeu ampliação dos investimentos públicos no Sistema Único de Saúde (SUS) e a criação de hospitais regionais. Rafael Duda propôs encerrar modelos de gestão privada nas unidades e ampliar o financiamento direto do SUS.
Ben Mendes apresentou propostas voltadas à criação de polos regionais de especialidades, expansão da telemedicina e ampliação da rede de atendimento.
Professor Túlio Lopes e Henrique Áreas se posicionaram a favor de concursos públicos, ampliação da rede estatal e aumento de investimentos em saúde pública.
Datafolha em MG: Cleitinho, 40%; Patrus, 16%; Kalil, 11%; Roscoe, 4%; Simões, 4%; Gabriel, 2%Datafolha em MG para o Senado: Marília, 13%; Viana, 11%; Aécio, 11%; Sávio, 9%A três dias da eleição, 62% dos eleitores de MG não sabem número do candidato a governador, aponta Datafolha
Combate ao feminicídio e tecnologia na segurança
A segurança pública também ganhou destaque na disputa, especialmente após a repercussão dos casos de feminicídio registrados no estado. O enfrentamento da violência contra a mulher apareceu em propostas de diferentes candidatos.
Mateus Simões prometeu ampliar a Patrulha Maria da Penha para todos os municípios mineiros.
Alexandre Kalil defendeu a manutenção de delegacias especializadas funcionando 24 horas por dia e maior integração entre as áreas de segurança e assistência social.
Cleitinho Azevedo propôs ampliação de delegacias especializadas, utilização de tornozeleiras eletrônicas por agressores e desenvolvimento de ações preventivas nas escolas.
Flávio Roscoe se posicionou a favor de reavaliações periódicas de medidas protetivas pela Polícia Civil.
Gabriel e Patrus Ananias defenderam a adesão de Minas ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios. Patrus também propôs ampliar o número de delegacias e casas de acolhimento para mulheres.
Indira Xavier e Rafael Duda argumentaram a favor de políticas de proteção social para mulheres vítimas de violência, incluindo apoio financeiro, jurídico e habitacional.
Henrique Áreas e Professor Túlio Lopes concentraram as propostas de segurança em medidas associadas ao fortalecimento dos serviços públicos e à ampliação da atuação do estado.
No combate ao crime organizado, ganhou espaço o uso de tecnologia.
Simões propôs o programa Escudo Mineiro, baseado em monitoramento de divisas por reconhecimento facial e leitura de placas.
Roscoe propôs a instalação de mais de 200 mil dispositivos com reconhecimento facial no estado.
Gabriel defendeu o uso de câmeras corporais por policiais e medidas para dificultar a receptação de celulares roubados.
Kalil defendeu a reposição de efetivos nas forças de segurança, especialmente no interior do estado.
Cleitinho prometeu atuar no combate às estruturas financeiras das facções criminosas e recomposição anual para os servidores da segurança.
Ben Mendes defendeu a integração das forças de segurança e ações focadas no enfrentamento de organizações criminosas como uma das formas de proteger as mulheres.
Rodovias, pedágios e transporte metropolitano
A infraestrutura foi outro tema recorrente, especialmente por causa das reclamações sobre as condições das rodovias estaduais e dos pedágios.
O projeto do Rodoanel Metropolitano foi um dos principais pontos de divergência. No transporte coletivo, candidatos apresentaram propostas de integração tarifária, ampliação de linhas metropolitanas e incentivo ao transporte ferroviário.
Mateus Simões defendeu a execução da obra do Rodoanel e a integração do transporte metropolitano com o metrô. Ele também propôs passe livre para estudantes durante a semana e tarifa zero aos domingos na Grande BH.
Flávio Roscoe também apoiou a construção do Rodoanel, argumentando que a obra pode reduzir o trânsito no Anel Rodoviário de Belo Horizonte. Ele ainda propôs ampliar horários do transporte metropolitano fora dos períodos de pico e reservar recursos para obras viárias em regiões como Norte de Minas, Jequitinhonha e Mucuri.
Já Alexandre Kalil defendeu redirecionar os recursos previstos para o Rodoanel para um programa permanente de manutenção das rodovias estaduais. Também propôs reforçar a fiscalização dos contratos de concessão e reorganizar as linhas metropolitanas de ônibus por meio de uma rede integrada.
A discussão sobre pedágios e impostos sobre veículos foi uma das principais bandeiras de Cleitinho Azevedo. O candidato propôs impedir a apreensão de veículos em blitzes por falta de pagamento do IPVA, reduzir a alíquota do tributo e rever contratos de concessão rodoviária.
Gabriel defendeu a criação de uma bilhetagem única integrada entre ônibus metropolitanos e metrô. O candidato também propôs reativar linhas ferroviárias regionais para transporte de cargas e passageiros e criar contratos permanentes de manutenção das rodovias estaduais.
Patrus Ananias apresentou propostas voltadas à retomada do transporte ferroviário de passageiros e cargas em parceria com o governo federal, além da criação de terminais intermodais e da expansão do metrô da capital.
Indira Xavier propôs a criação de uma empresa pública para operar o transporte coletivo.
Rafael Duda defendeu a gratuidade do transporte coletivo e a reestatização de serviços considerados estratégicos, afirmando que a tarifa zero deve ser financiada pelo poder público.
Professor Túlio Lopes também defendeu a ampliação da participação estatal no transporte e a adoção da gratuidade das passagens como política pública.
Ben Mendes apresentou propostas voltadas à ampliação do transporte sobre trilhos na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ao estímulo à concorrência entre operadores e à ampliação dos investimentos em infraestrutura e logística.
Henrique Áreas se posicionou favorável à reestatização de empresas privatizadas e ao maior controle estatal sobre setores estratégicos da economia, incluindo áreas ligadas à infraestrutura.
Educação em tempo integral e valorização dos professores
A educação esteve entre os temas mais recorrentes da campanha, com propostas voltadas à ampliação do ensino em tempo integral, à valorização dos profissionais da rede estadual e à melhoria dos resultados de aprendizagem.
Mateus Simões destacou a ampliação do programa Trilhas de Futuro, a expansão dos cursos técnicos, ações de reforço em português e matemática e investimentos na infraestrutura das escolas, incluindo climatização e reformas.
Alexandre Kalil propôs ampliar o ensino integral com atividades desenvolvidas em parceria com universidades, entidades sociais e empresas locais. O candidato também defendeu ações de busca ativa para reduzir a evasão escolar e a ampliação da oferta de creches.
Cleitinho Azevedo defendeu a recomposição anual dos salários dos professores pela inflação, a escolha de um secretário de Educação com carreira no magistério e a expansão do ensino em tempo integral.
Flávio Roscoe propôs a criação de creches regionais, transporte escolar adaptado para bebês e a ampliação de metodologias inspiradas no modelo do Serviço Social da Indústria (Sesi), com uso de robótica e ferramentas digitais nas escolas estaduais.
Gabriel defendeu mudanças nos critérios de progressão escolar, propondo o fim da aprovação automática para alunos que não alcançarem os níveis de aprendizagem esperados. O candidato também apresentou propostas de ampliação do ensino integral e inclusão de conteúdos como educação financeira, empreendedorismo e cidadania.
Patrus Ananias centrou suas propostas na valorização dos profissionais da educação, defendendo o pagamento do piso nacional do magistério, a realização de concursos públicos para reduzir a contratação temporária e a ampliação gradual do ensino em tempo integral.
Entre os candidatos dos partidos com menor representatividade, as propostas tiveram como foco o fortalecimento da rede pública de ensino. Professor Túlio Lopes defendeu a ampliação das escolas técnicas e a implantação de um modelo de ensino politécnico em tempo integral.
Rafael Duda propôs ampliar os investimentos na educação pública, aumentar a oferta de vagas em creches e fortalecer a rede estadual de ensino.
Henrique Áreas defendeu o aumento dos recursos destinados às escolas e universidades públicas e criticou os limites de gastos na área educacional.
Indira Xavier também defendeu mais investimentos na educação pública e a valorização dos profissionais da área, associando as propostas ao fortalecimento dos serviços públicos estaduais.
Ben Mendes apresentou propostas voltadas à qualificação profissional e à formação de mão de obra para o mercado de trabalho.
Secas, enchentes e mineração
Os impactos das mudanças climáticas e a atividade minerária também ganharam espaço na campanha ao governo de Minas. As enchentes na Zona da Mata e os períodos de estiagem no Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha e Vale do Mucuri impulsionaram o debate sobre prevenção de desastres e segurança hídrica.
Mateus Simões destacou ações já adotadas pelo governo estadual para enfrentar os efeitos climáticos, como a criação do Comitê Estadual do El Niño, a distribuição de kits de irrigação para pequenos produtores e projetos de reservatórios para ampliar a disponibilidade de água no Norte do estado. O candidato também defendeu políticas de descarbonização, combate ao desmatamento e fiscalização contínua de barragens de mineração.
Alexandre Kalil concentrou as propostas nos impactos das chuvas. Defendeu um programa de recuperação para cidades atingidas por enchentes na Zona da Mata e obras estruturais de drenagem urbana, inspiradas em intervenções realizadas em Belo Horizonte. Na mineração, propôs ampliar a fiscalização estadual sobre as empresas do setor.
Cleitinho Azevedo priorizou medidas de combate à seca, defendendo a construção de barragens e reservatórios no Norte de Minas, além da criação de redes municipais de alerta meteorológico e projetos de recuperação de bacias hidrográficas.
Flávio Roscoe associou a pauta ambiental ao desenvolvimento econômico. O candidato defendeu a continuidade do processo de descaracterização de barragens de mineração consideradas de risco e a adoção de mecanismos tecnológicos para monitoramento ambiental. Também propôs tornar os processos de licenciamento ambiental mais previsíveis para atrair novos investimentos.
Gabriel defendeu o conceito de "cidade esponja", baseado na criação de parques inundáveis, áreas verdes e sistemas urbanos capazes de absorver parte da água das chuvas para reduzir enchentes. O candidato também propôs a criação do Parque Metropolitano da Serra do Curral, com o objetivo de impedir atividades minerárias na área, além de um fundo financiado por receitas da mineração.
Patrus Ananias defendeu ações de recuperação da bacia do Rio Doce, políticas de incentivo à agroecologia e estratégias para ampliar o processamento de minerais estratégicos, como lítio e nióbio, dentro de Minas Gerais, agregando valor à produção antes da exportação.
Indira Xavier defendeu maior controle público sobre a mineração, auditorias e revisão das regras de exploração mineral.
Rafael Duda, Professor Túlio Lopes e Henrique Áreas se posicionaram a favor da estatização ou do controle estatal direto sobre empresas mineradoras e recursos considerados estratégicos para a economia mineira.
Ben Mendes apresentou propostas para ampliar a infraestrutura hídrica e fortalecer mecanismos de prevenção de desastres naturais.
Temas tiveram menos espaço
Alguns temas apareceram de forma mais pontual durante a campanha. Cultura e patrimônio histórico tiveram pouca presença nos debates. Ciência, tecnologia e inovação surgiram principalmente associadas à educação técnica, ao agronegócio e à segurança pública.
Também ficaram em segundo plano discussões mais amplas sobre transição energética e estratégias de adaptação climática de longo prazo.
Regiões mais visitadas
A Região Metropolitana de Belo Horizonte concentrou a maior parte das agendas eleitorais durante a campanha. Além da capital, candidatos percorreram com frequência municípios como Contagem, Betim, Ribeirão das Neves, Santa Luzia e Esmeraldas.
Outras regiões que receberam visitas constantes foram a Zona da Mata, especialmente Juiz de Fora e cidades vizinhas, o Norte de Minas, os vales do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce, o Triângulo Mineiro, o Sul de Minas, e cidades-polo do Centro-Oeste e do Campo das Vertentes.
Os temas variaram conforme as demandas regionais. No Norte de Minas, a seca e a infraestrutura hídrica dominaram os discursos. Na Zona da Mata, os impactos das chuvas apareceram com frequência. Já no Triângulo Mineiro e no Sul de Minas, predominaram pautas ligadas ao agronegócio, à logística e ao desenvolvimento econômico.
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