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Canetas emagrecedoras ilegais são encontradas misturadas a cebola e alho durante ação no ES

05/11/2026

Canetas emagrecedoras ilegais são encontradas misturadas a cebola e alho durante ação no ES

A Polícia Civil do Espírito Santo apreendeu canetas emagrecedoras clandestinas e prendeu 3 pessoas em flagrante nesta quinta-feira (5). Os medicamentos ilegais dividiam espaço com alimentos em geladeiras.

A ação é a segunda fase da Operação Efeito Colateral. Foram expedidos 8 mandados de busca cumpridos em Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica.

Entre os produtos apreendidos estava a retatrutida, que está em estudos e não tem autorização comercial. A substância é produzida de forma clandestina no exterior.

O delegado Leonardo Ávila alertou sobre os riscos do uso sem prescrição. Os produtos contrabandeados não passam por fiscalização e podem chegar sem lacre.

Alho, cebola e canetas emagrecedoras dividiam espaço em geladeiras de estabelecimentos investigados pela Polícia Civil no Espírito Santo. Os medicamentos, de origem clandestina, estavam armazenados em condições inadequadas. Alguns foram encontrados misturados a alimentos, sem controle de temperatura, e outros estavam fora da geladeira.

A situação foi descoberta durante uma operação realizada na manhã desta quinta-feira (5), para combater o comércio ilegal de medicamentos para emagrecimento.

Três pessoas haviam sido presas em flagrante durante a ação que seguia em andamento até a última atualização desta publicação.

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A ação é a segunda fase da Operação Efeito Colateral. Ao todo, foram expedidos oito mandados de busca e apreensão, cumpridos em Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica.

A ação integra a segunda fase da Operação Efeito Colateral que já cumpriu sete mandados de busca e apreensão e prendeu temporariamente o maior contrabandista do medicamento no estado.

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Segundo o delegado da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, Eduardo Passamani, a investigação identificou seis alvos suspeitos de revender canetas emagrecedoras proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"São canetas emagrecedoras que entram contrabandeadas no país", explicou.

Substância sem autorização no Brasil

Entre os produtos apreendidos havia uma substância conhecida como retatrutida, que ainda está em fase de estudos e não possui autorização para produção e comercialização em nenhum país.

Passamani alertou que o produto é fabricado clandestinamente fora do Brasil e representa um risco à saúde, já que ainda não há segurança sobre seus efeitos a longo prazo nem garantia sobre a composição do material comercializado.

"Ela está em fase de estudo. Ninguém sabe qual é o dano a longo prazo, nem o que tem dentro desse material, já que ele não é produzido no país", afirmou.

A investigação também identificou possíveis pontos de venda e aplicação dos medicamentos, incluindo pequenos comércios e clínicas que oferecem procedimentos com promessa de emagrecimento.

Medicamentos eram armazenados junto com alimentos

O chefe da Divisão Especializada da Região Metropolitana, delegado Leonardo Ávila, chamou a atenção para as condições em que os produtos eram guardados.

"Chamou a atenção a forma inadequada com que esse material estava sendo armazenado. A gente localizou materiais misturados com alimentos, com alho, com cebola, alguns dentro de geladeiras sem qualquer controle de temperatura e outros até fora da geladeira", relatou.

O delegado alertou que os produtos são contrabandeados, entram ilegalmente no país e não passam por fiscalização. Além disso, podem ser vendidos de forma fracionada e até chegar à casa dos consumidores sem lacre.

"Muitas vezes são vendidos de forma fracionada. Então, não existe como garantir a procedência ou até mesmo a eficácia desses produtos", explicou.

Ávila também alertou para o perigo o uso dos medicamentos sem receita e sem acompanhamento profissional. Segundo ele, a utilização dessas substâncias clandestinas tem se tornado um problema de saúde pública.

"É um medicamento que a gente não sabe a origem, não tem como garantir o armazenamento e as pessoas estão tendo problemas por causa da utilização dessas substâncias ilícitas", afirmou.

O delegado orientou quem deseja fazer tratamento para emagrecimento a procurar um médico ou uma clínica regularizada, com prescrição e acompanhamento profissional, além de verificar a procedência dos medicamentos.

A operação continuava em andamento durante a manhã desta quinta-feira. A polícia ainda fazia o levantamento da quantidade de produtos apreendidos e a identificação dos envolvidos.

As três pessoas conduzidas seriam ouvidas para que a autoridade policial avaliasse a manutenção das prisões.

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