A Polícia Civil do Amazonas cumpriu busca e apreensão na casa de Maria do Carmo nesta sexta-feira (6). A ação investiga manipulação de imagens de uma adolescente.
O Tribunal de Justiça revogou a liminar que suspendia a medida. O desembargador Paulo Feitoza considerou necessária a preservação de provas digitais que poderiam ser apagadas.
O delegado Marcelo Martins assumiu o inquérito na quarta-feira (4). A defesa de Maria do Carmo aguarda o julgamento de um habeas corpus apresentado à Justiça.
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A Polícia Civil do Amazonas cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência da candidata derrotada ao governo do estado, Professora Maria do Carmo (PL), no bairro Vieiralves, em Manaus, na manhã desta sexta-feira (6). A medida faz parte de uma investigação sobre a divulgação e a manipulação de imagens nas redes sociais envolvendo a filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD).
A ação foi realizada após o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) revogar a liminar que suspendia a ordem de busca e apreensão. A decisão foi assinada pelo desembargador Paulo Feitoza e restabeleceu a autorização para que a polícia realizasse a diligência no endereço da investigada.
O inquérito apura suspeitas de crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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A investigação ganhou repercussão após Omar Aziz criticar, no primeiro discurso depois da vitória nas eleições, ataques pessoais envolvendo a filha adolescente. Na ocasião, o governador eleito afirmou que acionaria a Justiça contra os responsáveis.
O g1 tentou contato com a defesa de Maria do Carmo. Um advogado que acompanha o cumprimento do mandado na residência informou que só vai se pronunciar após a conclusão da diligência.
Entenda o caso
A busca e apreensão havia sido autorizada pela Justiça durante o andamento da investigação. No dia 29 de outubro, policiais fizeram diligências em endereços supostamente ligados à campanha de Maria do Carmo. Na ocasião, a candidata negou ter sido alvo da ação.
No dia seguinte, uma liminar suspendeu temporariamente a busca e apreensão em relação à ex-candidata.
A defesa de Maria do Carmo alegou que ela havia comparecido espontaneamente à delegacia e se colocado à disposição dos investigadores, inclusive oferecendo a entrega voluntária de aparelhos eletrônicos.
Ao revogar a liminar, o desembargador Paulo Feitoza considerou que a busca era necessária para preservar provas digitais que poderiam ser apagadas ou modificadas.
A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).
Delegado assume investigação
Na quarta-feira (4), o delegado Marcelo Martins assumiu o inquérito por determinação da Delegacia Geral da Polícia Civil.
Martins continua como titular do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e passou a reforçar a equipe responsável pela investigação na Depca.
O habeas corpus apresentado pela defesa ainda será julgado. A decisão que autorizou a busca e apreensão não representa o julgamento definitivo do pedido.



