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Desde julho, El Niño já prejudicou 7 milhões de brasileiros em mais de mil cidades

27/10/2026

Desde julho, El Niño já prejudicou 7 milhões de brasileiros em mais de mil cidades

Desde julho de 2026, o El Niño já prejudicou 7 milhões de brasileiros em mais de mil cidades.

Do Rio Grande do Sul ao Acre. De Santa Catarina ao Piauí. Entre os extremos do mapa, os extremos do clima: 7 milhões de brasileiros já foram afetados de alguma forma pelos efeitos do El Niño. Seja porque ficaram sem luz em casa por alguns dias, seja porque ficaram sem a própria casa. O levantamento da Confederação dos Municípios contabilizou o número de imóveis danificados e a quantidade de brasileiros que perderam ou tiveram que deixar suas casas entre julho e setembro.

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Vinte e cinco pessoas morreram por fenômenos provocados pelo El Niño, no Brasil, diz o levantamento - que também estimou os impactos financeiros de tudo isso. Os maiores prejuízos se concentram na Região Nordeste, atingida por secas e estiagens prolongadas.

Em todo o Brasil, o agro foi o setor mais prejudicado. Na plantação, arroz, milho, alface. Na criação, aves e gado. A carga que demoraria oito horas para chegar ao porto, dessa vez levou dois dias até vencer o lamaçal.

A partir de agora, o desafio aumenta: a previsão é que este super El Niño vai ganhar ainda mais força no fim de 2026 e continuar ativo ao longo dos primeiros meses de 2027. Em um país com mais de 17 mil áreas de risco mapeadas e milhões de brasileiros vivendo nelas, o trabalho de prevenção vai ser fundamental.

“Quando a gente fala de eventos extremos, mais intensos e mais frequentes, a maioria dos cenários de mudança climática mostra que El Niños como esse vão ser cada vez mais normais. Esse provavelmente vai ser o nosso normal para o futuro. Então, é importante as pessoas acreditarem, porque essas medidas de prevenção e de resiliência, elas não vão servir só para este ano. Elas vão ser estruturantes para que possam servir para os próximos anos”, diz Marcio Cataldi, meteorologista e professor da Engenharia Agrícola Ambiental da UFF.

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