A situação política do CSA é mais uma vez marcada pela instabilidade. Nesta sexta-feira, Rafael Tenório apresentou uma carta aberta desistindo de ser presidente-executivo, mas não atendeu as ligações da imprensa para explicar melhor à torcida sobre a decisão.
Até pelo histórico de mudanças de rumos de Rafael no CSA, dirigentes e conselheiros evitam bater o martelo sobre a situação, preferem esperar mais um pouco, até porque, segundo o clube, a carta não foi entregue oficialmente.
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Se Rafael desistir mesmo, Cristiano Mendonça, como vice-presidente aclamado na última terça-feira, assume o comando e Luciano Lessa continua à frente do futebol.
As indefinições atrapalham, porém, a formação do novo elenco, até porque Rafael tem um nome conhecido no mercado do futebol e seu retorno ao comando, naturalmente, abriria portas. A desistência, se confirmada, prejudica o trabalho do departamento de futebol, que chegou a conversar com os técnicos Marquinhos Santos e William de Mattia.
A questão financeira também pesa, porque será preciso para a nova diretoria avaliar a capacidade de investimento do clube para 2027. Rafael falou neste mês em entrevista ao ge que o CSA precisaria de um aporte de R$ 1 milhão por mês para montar um time competitivo.
Presidente do conselho deliberativo, Ney Ferreira disse nesta sexta-feira à reportagem que é preciso ter cautela para que se chegue a uma decisão equilibrada.
- Existe uma chapa eleita e não podemos tomar decisões sem ouvir os dois lados: conselho e executivo.

