Após deixar Rondônia, Thacyane Garcia defendeu o Corinthians e viveu o momento marcante de carregar a Tocha Olímpica por 200 metros em São Paulo.
No Minas Tênis Clube, Thacyane realiza treinos e ajustes biomecânicos com o técnico Gustavo Lima. A atleta agora foca em competições como o Troféu José Finkel.
A nadadora rondoniense Thacyane Garcia — conhecida no esporte como Thacy — construiu uma trajetória de destaque nas piscinas do país. Atualmente defendendo o Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte (MG), a atleta acumula medalhas em campeonatos nacionais, convocações e a consolidação de uma carreira profissional que começou longe de casa ainda na adolescência.
Do apoio familiar às primeiras conquistas nacionais
A decisão de seguir o esporte de alto rendimento ocorreu aos 13 anos, quando Thacy deixou Porto Velho para treinar em São Paulo. No início da caminhada fora do estado, a atleta defendeu o Corinthians e viveu momentos marcantes na carreira, como a oportunidade de carregar a Tocha Olímpica.
— No meu primeiro ano fora de Rondônia, eu estava em São Paulo e representava o Corinthians. Fui convocada para carregar a tocha e foi algo surreal. Foram 200 metros que percorri, um momento único. Quando vejo o vídeo, me emociono — relembra a nadadora.
A adaptação no início exigiu maturidade e suporte da família a mais de dois mil quilômetros de distância.
— No início foi difícil porque eu era muito apegada à minha família, eles eram meu suporte maior. Eu não conhecia ninguém fora daqui, tinha a insegurança de quem cuidaria de mim se ficasse doente. Mas meus pais sempre me deram um apoio fundamental para que tudo caminhasse bem — destaca Thacyane.
O empenho nas piscinas refletiu-se nos resultados. A transição para a categoria adulta trouxe o primeiro pódio em campeonato absoluto, competindo ao lado de referências internacionais da modalidade e terminando a competição com duas medalhas de bronze, além da primeira convocação para a seleção brasileira.
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Evolução técnica em Belo Horizonte e olho nas Olimpíadas
A evolução de Thacy despertou o interesse do Minas Tênis Clube, equipe para a qual se transferiu para dar sequência ao crescimento profissional em solo mineiro. Sob o comando do técnico Gustavo Lima, a nadadora passou por ajustes biomecânicos e análises submersas para aprimorar a movimentação e potencializar a performance em competições como o Campeonato Brasileiro e o Troféu José Finkel.
— A gente acompanhava a evolução da Thacy em outros momentos e clubes. Ela foi muito bem ventilada por nós por ser uma atleta muito talentosa. É uma menina que saiu nova de Rondônia, teve sucesso em São Paulo e veio para o Minas em uma trajetória progressiva — avalia o treinador Gustavo Lima.
Com a carreira consolidada no clube mineiro, Thacy mantém o foco no objetivo máximo de sua trajetória esportiva.
— O meu maior sonho hoje é se tornar uma atleta olímpica. O auge da minha carreira vai ser quando eu for convocada para as Olimpíadas. Tenho uma história incrível hoje, fruto de muita disciplina, foco e determinação. No início era um hobby, mas agora sou atleta profissional e estou desbravando o mundo afora — conclui a nadadora rondoniense.

