O documentário "Esse Outubro Não É Rosa" será exibido nesta quinta-feira (22) no Cine Brasília. O longa retrata a espera de pacientes por tratamento de câncer no SUS.
A produção acompanha Fátima e Rafaella, 2 sobreviventes da doença que enfrentam a recidiva. Elas expõem as dificuldades de quem aguarda exames e procedimentos na rede pública.
Dirigido por Luciana Salvatore, o longa-metragem conquistou 5 prêmios internacionais. Entre os destaques estão premiações nos festivais de Cannes e de Indiana.
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Um documentário produzido em Brasília promete mostrar a realidade de mulheres com câncer de mama que enfrentam a demora para conseguir exames, diagnósticos e tratamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O longa Esse Outubro Não É Rosa, dirigido por Luciana Salvatore, será exibido na quinta-feira (22), às 19h, no Cine Brasília, na Asa Sul.
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Após a sessão, haverá um debate com a diretora, personagens do filme, especialistas e profissionais de saúde. A recepção ao público e o coquetel começam às 18h.
Lançado em outubro de 2025, o documentário aborda as dificuldades enfrentadas por pacientes que precisam lidar com a doença enquanto aguardam atendimento na rede pública. A produção também propõe uma reflexão sobre as desigualdades no acesso à saúde e os impactos da demora no tratamento.
Histórias de mulheres que enfrentam o câncer
O documentário acompanha Fátima e Rafaella, duas mulheres que sobreviveram ao câncer de mama e que, após a recidiva da doença, voltaram a enfrentar os desafios do tratamento.
Enquanto aguardam exames, diagnósticos e procedimentos, as protagonistas lidam com a incerteza e com a urgência de iniciar o atendimento. As histórias expõem as dificuldades de quem depende da rede pública de saúde para dar continuidade ao tratamento.
Para Grace Justa, diretora do Instituto de Desenvolvimento Humano Umanizzare, parceiro da produção, o filme busca dar visibilidade às falhas no atendimento e estimular o debate sobre as filas de regulação.
Segundo Grace, o documentário também aborda a responsabilidade coletiva diante dos problemas estruturais que dificultam o acesso ao atendimento.
O longa conquistou cinco prêmios internacionais. Entre eles estão o de Melhor Filme Independente no Cannes Arts Film Fest; os de Melhor Filme de Longa-Metragem e Melhor Direção de Longa-Metragem, para Luciana Salvatore, no Indiana Independent Film Festival; o de Melhor Narrativa Feminina de Longa-Metragem no Calgary Independent Film Festival; e o de Melhor Longa-Metragem sobre Empoderamento Feminino no London Women Film Festival.



