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Documentário de Brasília mostra espera de mulheres com câncer de mama por tratamento no SUS

19/10/2026

Documentário de Brasília mostra espera de mulheres com câncer de mama por tratamento no SUS

O documentário "Esse Outubro Não É Rosa" será exibido nesta quinta-feira (22) no Cine Brasília. O longa retrata a espera de pacientes por tratamento de câncer no SUS.

A produção acompanha Fátima e Rafaella, 2 sobreviventes da doença que enfrentam a recidiva. Elas expõem as dificuldades de quem aguarda exames e procedimentos na rede pública.

Dirigido por Luciana Salvatore, o longa-metragem conquistou 5 prêmios internacionais. Entre os destaques estão premiações nos festivais de Cannes e de Indiana.

Um documentário produzido em Brasília promete mostrar a realidade de mulheres com câncer de mama que enfrentam a demora para conseguir exames, diagnósticos e tratamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O longa Esse Outubro Não É Rosa, dirigido por Luciana Salvatore, será exibido na quinta-feira (22), às 19h, no Cine Brasília, na Asa Sul.

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Após a sessão, haverá um debate com a diretora, personagens do filme, especialistas e profissionais de saúde. A recepção ao público e o coquetel começam às 18h.

Lançado em outubro de 2025, o documentário aborda as dificuldades enfrentadas por pacientes que precisam lidar com a doença enquanto aguardam atendimento na rede pública. A produção também propõe uma reflexão sobre as desigualdades no acesso à saúde e os impactos da demora no tratamento.

Histórias de mulheres que enfrentam o câncer

O documentário acompanha Fátima e Rafaella, duas mulheres que sobreviveram ao câncer de mama e que, após a recidiva da doença, voltaram a enfrentar os desafios do tratamento.

Enquanto aguardam exames, diagnósticos e procedimentos, as protagonistas lidam com a incerteza e com a urgência de iniciar o atendimento. As histórias expõem as dificuldades de quem depende da rede pública de saúde para dar continuidade ao tratamento.

Para Grace Justa, diretora do Instituto de Desenvolvimento Humano Umanizzare, parceiro da produção, o filme busca dar visibilidade às falhas no atendimento e estimular o debate sobre as filas de regulação.

Segundo Grace, o documentário também aborda a responsabilidade coletiva diante dos problemas estruturais que dificultam o acesso ao atendimento.

O longa conquistou cinco prêmios internacionais. Entre eles estão o de Melhor Filme Independente no Cannes Arts Film Fest; os de Melhor Filme de Longa-Metragem e Melhor Direção de Longa-Metragem, para Luciana Salvatore, no Indiana Independent Film Festival; o de Melhor Narrativa Feminina de Longa-Metragem no Calgary Independent Film Festival; e o de Melhor Longa-Metragem sobre Empoderamento Feminino no London Women Film Festival.

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