O presidente Donald Trump suspendeu as sanções previstas contra parceiros comerciais da Rússia.
O recuo de última hora gerou críticas dentro do partido dele e aumentou a tensão com a Ucrânia.
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Faltavam menos de 48 horas para sanções entrarem em vigor quando o presidente dos Estados Unidos publicou o decreto suspendendo a ordem. No documento, Donald Trump disse que a decisão é do interesse dos Estados Unidos, mas não explicou qual.
As sanções foram aprovadas há um mês pelo Congresso americano, onde o partido de Trump, o republicano, tem maioria. Previam tarifas de até 100% sobre todos os produtos importados pelos Estados Unidos dos 5 países que mais compram gás ou petróleo bruto da Rússia.
China e Índia já tinham manifestado preocupações. A medida também valeria a qualquer país que a partir daquela data comprasse as commodities russas.
A intenção era aumentar a pressão econômica em cima da Rússia para tentar forçar o Kremlin a negociar o fim da guerra contra a Ucrânia, que começou no início de 2022.
A mudança de posição de agora provocou críticas de parlamentares americanos e do presidente da Ucrânia. Volodymyr Zelensky classificou a decisão como uma recompensa para Putin.
O aumento do custo de vida nos Estados Unidos pode estar por trás da suspensão das sanções.
No dia 3 de novembro acontecem as eleições para o Congresso americano e pesquisas apontam que a rejeição ao governo Trump atingiu o maior patamar desde que ele foi eleito. O número é puxado por eleitores descontentes com os preços mais caros.
Desde o início da guerra no Irã, em fevereiro, o valor do diesel subiu 68% nos Estados Unidos. A conta do frete mais caro foi repassada aos consumidores.
Em setembro, a inflação americana chegou a 3,7% em comparação com setembro de 2025.
Na semana passada, Trump anunciou um acordo com Vladimir Putin para liberar diesel da Rússia no mercado internacional.
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