Eleitores de Mato Grosso decidem o novo governador neste domingo (4). O g1 mapeou propostas de saúde, segurança e infraestrutura dos 6 candidatos na disputa pelo estado.
Doutora Natasha (PSD) focou em feminicídio e saúde em Cuiabá. Já Mauricio Coelho (MOBILIZA) propôs mudanças fiscais, e o governador Otaviano Pivetta (REPUBLICANOS) destacou obras de infraestrutura.
Rafaell Milas (MISSÃO) planeja reduzir cargos comissionados. Sargento Laudicério (AGIR) propõe recompor o efetivo policial, enquanto Wellington Fagundes (PL) foca no transporte por BRT e na RGA.
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Segurança, saúde, infraestrutura e outros temas ligados aos principais desafios de Mato Grosso apareceram ao longo da campanha pelo governo do estado em 2026. O g1 mapeou propostas e agendas dos seis candidatos para mostrar quais assuntos ganharam espaço na disputa, quais problemas foram explorados e em quais regiões eles concentraram as campanhas.
Neste domingo (4), os eleitores poderão escolher entre os seguintes nomes (por ordem alfabética):
Doutora Natasha (PSD)Mauricio Coelho (Mobiliza)Otaviano Pivetta (Republicanos)Rafaell Milas (Missão)Sargento Laudicério (Agir)Wellington Fagundes (PL)
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🔎 Doutora Natasha (PSD), Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL) possuem representatividade no Congresso e ganharam mais destaque durante a cobertura eleitoral. Os três também tiveram os maiores embates públicos e lideram as pesquisas eleitorais.
No levantamento feito pelo g1, os seis candidatos apresentaram propostas para saúde pública, educação, segurança pública, infraestrutura e logística, proteção às mulheres, além de gestão e transparência.
Veja abaixo algumas das medidas apresentadas pelos seis candidatos para essas áreas:
Principais nomes na disputa
Ao longo da campanha Natasha, Pivetta e Wellington protagonizaram os principais embates entre os candidatos ao governo de Mato Grosso. As trocas de críticas apareceram tanto no horário eleitoral quanto nos debates, com discussões sobre gestão pública e temas ligados à trajetória dos adversários.
No último debate realizado pela TV Centro América na terça-feira (29), os três candidatos discutiram temas como sistema prisional, habitação, saúde, segurança pública e servidores. O encontro também foi marcado por acusações entre os concorrentes.
Um dos momentos de maior confronto ocorreu quando Natasha questionou Pivetta sobre uma suposta agressão contra a então companheira dele. Pivetta afirmou que havia sido inocentado e criticou a abordagem do assunto durante o debate. Na resposta, citou ações do governo voltadas ao combate à violência contra a mulher.
O mesmo tema levou o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) a determinar, até o fim da campanha, a suspensão do programa eleitoral de Natasha.
Outro eixo de confronto foi a política de incentivos fiscais. Wellington Fagundes e Pivetta trocaram críticas sobre benefícios concedidos a empresas ligadas aos dois candidatos.
O senador afirmou, em falas públicas e peças eleitorais, que empresas ligadas a Pivetta teriam recebido cerca de R$ 500 milhões em incentivos fiscais. Pivetta, por sua vez, questionou o adversário sobre benefícios fiscais recebidos por uma empresa que teria ligação com o filho do senador. O tema apareceu também no último debate e seguiu reverberando na mídia e campanhas.
Doutora Natasha (PSD)
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Entre os temas que apareceram com mais frequência na campanha da Doutora Natasha estão saúde, educação e segurança pública. As propostas apresentadas foram divididas em sete frentes de atuação e organizadas em quatro grupos.
Entre as propostas apresentadas por Natasha está a criação das “Casas Regionais de Cuidado da Mulher”, espaços com atendimento 24 horas para reunir, em um só lugar, serviços como atendimento psicossocial, Delegacia da Mulher, Defensoria Pública e alojamento provisório. A proposta também prevê a presença de delegacias especializadas.
Nas redes sociais e ações de campanha, ela também abordou casos de feminicídio e violência doméstica registrados em Mato Grosso, além de questões relacionadas à saúde pública no estado. Segundo dados do DivulgaCand, Doutora Natasha declarou R$ 4.668.200 em recursos para a campanha, entre doações de pessoas físicas e repasses de partidos.
A candidata concentrou a maior parte das atividades de campanha na região metropolitana de Cuiabá, mas também participou de ações em Campo Verde, Alta Floresta, Sinop e Tangará da Serra ao longo da disputa.
Otaviano Pivetta (Republicanos)
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Na campanha, o atual governador Otaviano Pivetta defendeu temas relacionados à infraestrutura de Mato Grosso, com destaque para obras de construção e entrega de rodovias, entre elas a entrega do BRT, modal de transporte que liga Cuiabá e Várzea Grande. A questão do abastecimento de água em Várzea Grande e a segurança pública também apareceram entre os assuntos tratados pelo candidato.
O plano de governo de Pivetta apresenta cinco eixos centrais, divididos em subgrupos de atuação. Entre as propostas estão programas que já estão em execução, como o Tolerância Zero, e um eixo específico voltado para a temática feminina, com ações de enfrentamento à violência contra a mulher com a expansão da Patrulha Maria da Penha e funcionamento de delegacias 24 horas.
Para a campanha, Pivetta recebeu R$ 7.523.230,35 em recursos, de acordo com dados do DivulgaCand, incluindo doações próprias, de pessoas físicas e repasses de partidos.
Na agenda pelo estado, Pivetta passou em cidades como Confresa, Sinop, Rondonópolis, Sorriso, Colíder, Nova Canaã do Norte, Ipiranga do Norte, Brasnorte, Sapezal e Campo Novo do Parecis.
Wellington Fagundes (PL)
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Entre os temas abordados por Wellington Fagundes durante a campanha em suas redes sociais estiveram o transporte por BRT e a atualização do passivo da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos.
O plano de governo apresentado pelo candidato está organizado em 16 eixos principais, divididos em subgrupos por áreas temáticas. Entre as propostas estão a criação da Secretaria da Mulher, a atualização do passivo da RGA, o fortalecimento do polo industrial de Mato Grosso e a descentralização dos serviços de saúde.
Para financiar a campanha, o candidato declarou R$ 6.532.513,70 ao DivulgaCand. O valor reúne repasses partidários, recursos próprios e doações de pessoas física
Wellington Fagundes teve agendas em Tangará da Serra, Porto Alegre do Norte, Confresa, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Poxoréu e Sinop, além de Cuiabá e região.
O que pensam os outros candidatos
Mauricio Coelho (Mobiliza)
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A campanha de Mauricio Coelho concentrou parte dos discursos e propostas em temas econômicos e administrativos da gestão estadual. Entre os assuntos abordados estão mudanças nas isenções fiscais, propostas relacionadas ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), o preojeto de Coelho prevê isenção para veículos flex, além da alterações no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre a energia elétrica, zerando o tributo no estado.
Para a disputa, Maurício Coelho declarou R$ 3.550 em recursos para a campanha, segundo dados do DivulgaCand. O valor veio de recursos próprios e de doações de pessoas físicas. Além de Cuiabá e região, o candidato participou de atividades de campanha em Rondonópolis, Tangará da Serra, Lucas do Rio Verde e Confresa.
Rafaell Milas (Missão)
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Entre as propostas apresentadas por Rafaell Milas estão a redução de 30% dos cargos em comissão de livre nomeação e a reformulação do Portal da Transparência, com o objetivo de ampliar a divulgação de dados em tempo real.
O plano de governo também apresenta propostas relacionadas à infraestrutura e à logística, incluindo a ampliação da participação dos modais ferroviário e hidroviário, além de medidas voltadas para a segurança pública como a crianção do presidio estadual de segurança máxima "Inferno Pantaneiro", na região de Cáceres.
A campanha de Rafaell Milas ficou concentrada principalmente em Cuiabá. Segundo dados informados pelo candidato ao DivulgaCand, a campanha contou com R$ 103.214 em recursos, provenientes de financiamento partidário, financiamento coletivo e doações próprias.
Sargento Laudicério (Agir)
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O plano de governo de Sargento Laudicério está dividido em 12 eixos, organizados em três grupos centrais, com propostas voltadas para políticas sociais, serviço público, infraestrutura e agregação de valor à produção de Mato Grosso.
Entre as ações apresentadas pelo candidato estão a recomposição do efetivo policial e o fortalecimento da rede de hospitais regionais e dos serviços de saúde nas comunidades indígenas.
Durante a campanha, Sargento Laudicério concentrou a maior parte das atividades em Cuiabá. Ele informou no DivulgaCand ter disponível para a disputa o valor de R$ 65.099,01, proveniente de doações de pessoa física e recursos próprios.




