O ex-prefeito de Morro Agudo Gilberto César Barbeti foi condenado a 10 anos de prisão por lavagem de dinheiro nesta quarta-feira (30).
A esposa do ex-prefeito, Poliana Barbeti, também foi condenada a 4 anos e 6 meses em regime semiaberto. Ambos podem recorrer da decisão em liberdade.
O casal é acusado de ocultar a origem de R$ 2,7 milhões na compra de uma fazenda em Tocantins. O dinheiro teria vindo de desvios em obras públicas.
Gilberto admitiu ter registrado o imóvel de R$ 2,7 milhões no nome da esposa para evitar bloqueios judiciais. A defesa alega que os recursos são lícitos.
A denúncia que originou a condenação foi aceita em abril de 2023. O caso é um desdobramento da chamada Operação Eminência Parda.
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O ex-prefeito de Morro Agudo (SP) foi condenado a 10 anos de prisão, em regime inicial fechado, por lavagem de dinheiro. A mulher dele recebeu pena de 4 anos e 6 meses, em regime semiaberto. A decisão é de primeira instância e cabe recurso.
Gilberto César Barbeti, prefeito da cidade de 2005 a 2012, e Poliana Penachiotti Barbeti foram condenados na quarta-feira (30). A sentença é do juiz Fabiano Mota Cardoso, da Vara Única de Morro Agudo, em ação movida pelo Ministério Público (MP-SP).
Segundo a sentença, o casal ocultou a origem de R$ 2,7 milhões usados na compra de uma fazenda de cerca de 959 hectares em Abreulândia (TO). Para o juiz, o dinheiro veio de desvios nas obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Morro Agudo durante a gestão de Gilberto.
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Os dois podem recorrer em liberdade. Os mandados de prisão só serão expedidos quando não houver mais possibilidade de recurso. O juiz também decretou a perda da fazenda em favor do Estado de São Paulo.
Procurado, o casal afirmou que a decisão cabe recurso e que vai provar "nos autos que não houve nenhuma ilegalidade como acusa o MP". Ela também classificou a divulgação da sentença como "manobra política" da oposição.
No processo, a defesa do casal pediu a absolvição. Alegou que o dinheiro veio da atividade agrícola de Gilberto e que o registro da fazenda em nome de Poliana foi uma decisão familiar. O juiz rejeitou os argumentos.
O que diz a sentença
A fazenda foi registrada em 2014 apenas em nome de Poliana, por R$ 1,19 milhão. Segundo o juiz, o valor real pago foi de R$ 2,7 milhões, quase todo saído de contas de Gilberto.
De acordo com a decisão, o casal declarou à Receita Federal parcelamentos e empréstimos que o juiz considerou simulados, para justificar a compra.
Gilberto foi condenado por dois crimes de lavagem de dinheiro. O primeiro é ocultar que era o verdadeiro dono da fazenda. O segundo, junto com Poliana, é ocultar a origem do dinheiro. Ela foi condenada por um crime. Os dois também terão de pagar multa.
Segundo a sentença, Gilberto admitiu em interrogatório que registrou a fazenda em nome da mulher para evitar bloqueios judiciais. Ele afirmou, porém, que o dinheiro vinha da atividade agrícola.
O caso é um desdobramento da Operação Eminência Parda. A Justiça aceitou a denúncia em abril de 2023.
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