Uma mãe e um homem foram presos em flagrante em Oeiras do Pará. Eles mantinham uma adolescente de 16 anos em cárcere privado para forçar relações sexuais.
A jovem fugiu ao pular o muro da residência com ajuda de 2 amigas. Ela se escondeu em uma obra antes de denunciar o caso à polícia.
A vítima sofria agressões físicas e psicológicas da mãe. O homem trancava o portão com cadeado e monitorava a rotina da vítima e de sua irmã de 13 anos.
Os policiais resgataram a irmã caçula e pediram a conversão das prisões em preventivas. A polícia também solicitou a quebra do sigilo de 2 celulares apreendidos.
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Uma adolescente de 16 anos conseguiu escapar de uma rotina de abusos e cárcere privado em Oeiras do Pará, no nordeste do estado. A denúncia da jovem levou à prisão em flagrante da própria mãe e de um homem de idade avançada.
Segundo a Polícia Civil, a mãe coagia a filha a manter um relacionamento afetivo e sexual com o investigado em troca de moradia e ajuda financeira.
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A ação policial foi realizada de forma conjunta entre as polícias Civil e Militar, a Sala Lilás (espaço especializado no atendimento a vítimas de violência doméstica e de gênero) e o Conselho Tutelar.
O caso começou a ser desvendado quando a adolescente de 16 anos procurou voluntariamente a Delegacia de Polícia Civil do município. Ela relatou que, durante a noite, conseguiu pular o muro da residência onde era mantida presa com o apoio de duas amigas.
Para não ser recapturada, a jovem passou a noite escondida em uma casa abandonada em construção. Pela manhã, ela foi até a casa da mãe dessas amigas, que a acolheu e a encaminhou imediatamente à delegacia e à Sala Lilás.
Durante as diligências, a equipe policial localizou o imóvel em obras usado como esconderijo, realizando o registro fotográfico e a geolocalização do espaço para anexar ao inquérito.
Rotina de abusos
De acordo com o histórico colhido pela polícia, a adolescente sofria agressões físicas e psicológicas constantes da mãe sempre que tentava recusar as investidas do homem.
A investigação também apontou que o suspeito exercia um controle rigoroso sobre a rotina da vítima e de sua irmã, de 13 anos. Sempre que saía para trabalhar, ele trancava o portão da residência com um cadeado, impedindo a saída das jovens. O imóvel contava, inclusive, com um sistema de câmeras de monitoramento.
Ao chegarem à residência para efetuar as prisões, os policiais encontraram a irmã caçula da vítima, que presenciou os fatos. Ela recebeu atendimento de assistentes sociais e prestou depoimento como testemunha.
Prisão
A polícia pediu a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva dos dois autuados.
Também foi pedida à Justiça a quebra do sigilo de dois celulares apreendidos na ação, com o objetivo de acessar as imagens das câmeras de segurança e outras provas virtuais.
Os suspeitos devem responder pelos seguintes crimes:
O homem: Sequestro e cárcere privado qualificado, devido ao grave sofrimento físico e moral causado e pelo fato de as vítimas serem menores de idade (Artigo 148 do Código Penal);A mãe: Submissão de menor à exploração sexual, com o agravante de ser ascendente da vítima (Artigo 218-B do Código Penal).
Ambos passaram pelos exames periciais de praxe e foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem recolhidos à disposição da Justiça.
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