"Minha maior fã". É assim que o líbero do Cruzeiro, Alexandre Freitas, define a avó Stella Chaves Elias, falecida na última segunda-feira (5). No mesmo dia, o jogador foi eleito o melhor em quadra na partida contra o Guarulhos, válida pela segunda rodada da Superliga. Três dias depois, ele usou as redes sociais para homenageá-la.
- Pra você vó 💙 02/11/2026. Grato por tudo! Das idas aos treinos e jogos ainda moleque, as ligações pós partidas. Minha maior fã 😢🙏🏻 Você sempre quis ser lembrada nas entrevistas, agora o Brasil inteiro te conhece 🥹 vai deixar muita saudade! - escreveu nesta quinta-feira (5).
Companheiros de equipe, como Matheus Brasília e Lucão, comentaram em apoio ao jogador, junto com fãs e personalidades do esporte, como o campeão olímpico em Atenas 2004, Nalbert.
- Meus sentimentos a você e toda a família… Quanta força para estar em quadra! 👏👏👏 Sua vó ficou orgulhosa do neto forte e amoroso. Parabéns! - postou o comentarista da Globo.
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Alê, como é conhecido, foi um dos responsáveis pela reação do clube mineiro, que perdeu a primeira parcial, mas conseguiu confirmar a vitória por 3 sets a 1 - parciais de 22/25, 26/24, 25/17 e 27/25. Com 60% de recepção positiva no confronto, ele conseguiu suavizar saques potentes do adversário e, ao término do confronto, seguiu para o Rio de Janeiro para participar do velório.
Após o match point, o líbero se ajoelhou na quadra emocionado, sendo abraçado pelos companheiros de time. Ele também recebeu o carinho da torcida adversária, ao ter o nome gritado pelos torcedores no Ginásio da Ponte Preta. Em entrevista ao repórter Eduardo Rodrigues depois de receber o troféu VivaVôlei, o camisa 17 comentou sobre a decisão de entrar em quadra mesmo diante do falecimento da avó, a quem era apegado desde a infância.
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- Foi difícil receber esta mensagem de manhã, mas estou pelo grupo, estou pelo Cruzeiro. Queria jogar, queria prestar esta homenagem dentro de quadra. Era algo que ela, realmente, gostaria. (...) Tentei ser o mais forte possível dentro de quadra para não transparecer para os meus companheiros, para a comissão o que eu estava realmente sentindo - falou ao sportv2.
Ainda na conversa, o jogador disse que a emoção apertou desde o primeiro ponto. Segundo ele, a avó, ao lado do pai também falecido, foi a maior incentivadora para que seguisse na carreira esportiva.
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- Ela foi uma pessoa que sempre teve comigo em todos os esportes que pratiquei, em treinos e em jogos, sempre me incentivando junto com o meu pai. Acho que o que ela mais queria hoje era eu estar em quadra ajudando meus companheiros. Só tenho a agradecer por tudo que ela me ajudou em vida. Tenho certeza que, agora, está junto com o meu pai lá em cima de camarote assistindo ao resto da minha carreira - afirmou.


