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MG teve 140 acidentes aéreos e 71 mortes em 10 anos, aponta Cenipa

11/10/2026

MG teve 140 acidentes aéreos e 71 mortes em 10 anos, aponta Cenipa

Minas Gerais registrou 140 acidentes aéreos e 71 mortes em 10 anos, segundo o Cenipa. O estado teve 2 quedas de aviões nesta sexta-feira (9).

Um monomotor caiu perto de estação de metrô em Belo Horizonte, matando o piloto. Outra queda de avião da Polícia Militar matou 3 integrantes.

O Aeroporto da Pampulha registrou 13 acidentes e 12 mortes em 10 anos. Em maio, uma queda de monomotor em prédio residencial matou 3 pessoas.

Outras ocorrências na capital incluem a queda de avião da Polícia Federal em 2024 e o pouso forçado de helicóptero da PRF no mesmo ano.

A maioria dos acidentes tem relação com fator humano, segundo professor. Neste domingo (11), completa 2 anos da queda de um helicóptero que matou 6 pessoas.

Minas Gerais registrou 140 acidentes aéreos e 71 mortes nos últimos dez anos, segundo dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).Só neste ano, foram nove ocorrências no estado, com quatro mortes. Os números chamam a atenção principalmente em Belo Horizonte, onde acidentes recentes aumentaram a preocupação de moradores que vivem perto de rotas de pouso e decolagem.

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Nesta sexta-feita (9), dois aviões caíram no estado num intervalo de menos de cinco horas. No fim da manhã, um monomotor caiu sobre o trilho da estação do metrô perto da estação São Gabriel, em Belo Horizonte. O piloto morreu.

No fim da tarde, um avião da Polícia Militar caiu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, entre Ipatinga e Santana do Paraíso. Três integrantes da corporação estavam a bordo e morreram (veja quem são vítimas).

Esta reportagem aborda os aspectos abaixo:

Acidentes com voos que saíram da PampulhaCasos recentes em Minas GeraisPrincipais tipos de ocorrênciaQueda de helicóptero dos bombeiros completa dois anos

Acidentes com voos que saíram da Pampulha

Nos últimos dez anos, foram registrados 13 acidentes envolvendo voos que saíram do Aeroporto da Pampulha, segundo o Cenipa. Doze pessoas morreram nessas ocorrências.Em maio deste ano, um monomotor caiu apenas três minutos depois de decolar do terminal. Três pessoas morreram e duas ficaram feridas. Imagens do Globocop registraram o momento em que a aeronave perdeu altura e atingiu um prédio residencial no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte.Três meses depois, outro monomotor que havia saído de BH caiu no distrito de Serra Azul, em Mateus Leme, na Região Metropolitana. Antes do impacto, o piloto conseguiu acionar o paraquedas da aeronave. Ele foi socorrido e levado para atendimento médico.

Casos recentes em Minas Gerais

Entre os casos mais graves está a queda de um avião da Polícia Federal, em março de 2024, logo após a decolagem na Pampulha. Dois policiais federais morreram.Dois meses antes, em janeiro de 2024, um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal fez um pouso forçado na Avenida Tereza Cristina, na Região Oeste de Belo Horizonte. Um caminhoneiro que era transportado após um acidente de trânsito morreu dias depois no hospital.Em 2023, um avião de pequeno porte caiu sobre uma casa no bairro Jardim Montanhês, durante a aproximação para pouso. O piloto morreu.

Principais tipos de ocorrência

Entre os tipos de ocorrência mais frequentes registrados em Minas Gerais desde 2019 estão:

perda de controle em voo;falha ou mau funcionamento do motor;excursão de pista, quando a aeronave ultrapassa os limites da pista durante a decolagem ou o pouso.

Segundo Kerley Oliveira, professor de aviação da PUC Minas, a maioria dos acidentes tem relação com fator humano.

“Em média, 80% dos acidentes têm como fator contribuinte principal o fator humano. O fator material está em uma faixa muito pequena. A máquina, o equipamento hoje, é muito seguro. A gente tem engenharia de confiabilidade, redundância e inspeções periódicas”, afirmou.

Queda de helicóptero dos bombeiros completa dois anos

Neste domingo (11), completa dois anos da queda de um helicóptero dos bombeiros em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais. A tragédia matou seis pessoas.A aeronave fazia buscas por sobreviventes de um acidente envolvendo a queda de um monomotor. O Arcanjo 4 caiu em uma serra íngreme de Ouro Preto.Os corpos das vítimas foram encontrados próximo aos destroços da aeronave. Estavam no helicóptero quatro bombeiros, um enfermeiro e um médico do Samu.

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