Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas de Madri e de outras cidades espanholas neste sábado (3) para cobrar medidas contra a crescente crise habitacional. Os protestos ocorreram um dia após o Parlamento rejeitar propostas apresentadas pelo governo.
Alguns manifestantes carregavam cartazes pedindo uma greve geral. As medidas rejeitadas haviam sido elaboradas após a revolta provocada pelo despejo de uma mulher de 87 anos em Madri e em meio a outros problemas relacionados à moradia.
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“É uma vergonha”, disse Nando de Anguulo, de 26 anos, que participou do protesto em Madri. “Isso só prova que somos nós, o povo, que temos de nos adaptar aos partidos políticos, e não os políticos ao que o povo quer. E isso não pode continuar assim.”
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, poderá convocar uma eleição antecipada em novembro após o projeto ser rejeitado pelo Parlamento, informou a imprensa espanhola na sexta-feira (2).
Segundo os relatos, Sánchez estaria acompanhando a dimensão dos protestos deste sábado antes de tomar uma decisão.
O gabinete de Sánchez não quis comentar as informações. Na cidade de Valência, no sudeste do país, manifestantes entraram em confronto com a polícia, que usou balas de borracha e gás lacrimogêneo para dispersar o ato.
Cerca de 30 manifestantes conseguiram entrar na Cidade das Artes e das Ciências, um importante complexo cultural local, mas foram retirados pela polícia. Outras manifestações em 50 cidades espanholas ocorreram de forma pacífica.
Valeria Racu, porta-voz da União dos Inquilinos, disse a jornalistas em Madri que uma greve geral será convocada após negociações com os sindicatos.
Segundo o governo espanhol, cerca de 70 mil pessoas participaram do ato realizado neste sábado (3) em Madri.
Os protestos previstos para Barcelona e para a cidade vizinha de L'Hospitalet de Llobregat foram cancelados devido às fortes chuvas.

