No último sábado (7) o paraibano Walfran Campos relatou tensão na França durante protestos contra o custo de vida. Ele registrou forte presença policial.
Em Angers ele presenciou estabelecimentos danificados e confrontos entre policiais e manifestantes. Próximo a Amiens um patrimônio histórico foi incendiado.
Iniciados em setembro por estudantes os atos cobram revalorização salarial e abalam o governo Macron. A população contesta o aumento de preços e o ajuste fiscal de 2027.
Uma série de manifestações envolvendo estudantes, trabalhadores e servidores públicos tem acontecido em diversas cidades da França nas últimas semanas. No último sábado (7), o paraibano Walfran Campos, que está no país, relatou como os protestos têm acontecido. Veja o vídeo acima.
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Os atos são motivados por reivindicações por melhorias nos serviços de educação e saúde, valorização salarial e medidas para reduzir o custo de vida. Entenda mais abaixo.
O paraibano, que está de passagem na cidade de Angers, no Oeste da França, registrou em vídeos a movimentação nas ruas e compartilhou com o g1 relatos sobre o clima de tensão, marcado por forte presença policial.
Walfran explicou que passou por áreas onde ocorriam as manifestações, embora não tenha participado diretamente dos protestos. Durante o trajeto, ele presenciou estabelecimentos comerciais danificados, estruturas de pontos de ônibus destruídas e confrontos entre policiais e manifestantes.
“Ah, foram muitos protestos, muito quebra-quebra, lojas quebradas, parada de ônibus. [...] As polícias atirando, tudo. Foi feio”, relatou.
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Além de Angers, ele mencionou situações observadas em Paris e nas imediações de Amiens. De acordo com seu relato, na semana anterior, estava a aproximadamente 30 quilômetros de Amiens quando um patrimônio histórico foi incendiado durante uma manifestação. Por precaução, preferiu não se aproximar do local.
“Tem protesto quase todos os dias, em toda a França. Como eu viajo muito por toda a França, circulo por quase toda a região aqui, do Norte, na Normandia e do centro da França, estou acompanhando de perto”, afirmou.
Sobre as reinvindicações, Walfran destaca que os protestos acontecem por conta de uma situação de inconformidade da população com o estado de diversas áreas no país.
“Estão reivindicando por educação, saúde e melhores salários. Aluguel e compra de casa estão muito caros. Estão reivindicando por tudo”, disse.
Os protestos
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Os protestos na França começaram em meados de setembro, organizados por estudantes do ensino médio, e se espalharam por outros grupos e países, como a Espanha, a Itália, a Bélgica e Albânia.
As manifestações, algumas marcadas por distúrbios e saques, como a de 17 de outubro, abalam os últimos meses da presidência de Emmanuel Macron, que deve deixar o poder em maio.
Em alguns dias, as manifestações reuniram quase 1,3 milhão de pessoas, segundo as autoridades, mas para esta quinta-feira são esperadas entre 500 e 700 mil pessoas fora de Paris, e entre 40 e 80 na capital.
Os sindicatos pedem uma revalorização do salário mínimo interprofissional, um aumento do conjunto dos salários, mais justiça fiscal e a preservação dos serviços públicos.
Entre o aumento dos preços dos combustíveis e o forte ajuste fiscal que o governo deseja nos orçamentos de 2027, o poder de compra está no centro do crescente mal-estar social.




