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Onigiri, bolinho japonês em alta, vira negócio para cozinheiros do interior de SP: 'Como se fosse nossa coxinha'

20/09/2026

Onigiri, bolinho japonês em alta, vira negócio para cozinheiros do interior de SP: 'Como se fosse nossa coxinha'

O onigiri, tradicional bolinho de arroz japonês, virou febre nas redes sociais e virou negócio para cozinheiros do interior de São Paulo.

Negócios surgiram em Ubatuba e Taubaté, oferecendo opções de R$ 15 a R$ 20 com recheios adaptados ao paladar do brasileiro.

Com vendas em alta, o prato conta com embalagem plástica inteligente que mantém a alga crocante até a hora do consumo.

O onigiri, petisco tradicional do Japão, virou febre nas redes sociais e tem provocado filas de espera em restaurantes da capital paulista. A onda agora desembarcou no interior de São Paulo, onde cozinheiros aproveitaram o sucesso para apostar em um novo negócio.

O lanche é um bolinho de arroz prensado, recheado e envolvido por alga nori. No Japão, ele é consumido a qualquer hora do dia e está em todo lugar, das lojinhas de conveniência às marmitas caseiras.

"Combina com tudo, dá pra comer no café da manhã, no almoço ou de lanche. É como se fosse a nossa coxinha aqui", afirma a cozinheira Célia Velar, de Caraguatatuba.

Em Ubatuba, quem surfou na onda dos virais foi o sushiman Eric Biazzi, que atua na área há 16 anos. Ele conta que a ideia de vender o produto veio direto da tela do celular.

"Comecei a fazer por causa da internet mesmo, há quase um mês. A gente viu que estava viralizando e resolveu abrir um delivery para mostrar essa novidade por aqui", afirma.

Já em Taubaté, a iniciativa do casal Matheus e Tássia Sugiyama uniu as redes com a tradição familiar. Tássia morou no Japão durante a infância e já costumava preparar a receita. Ao verem o prato em alta, decidiram lançar as entregas na cidade.

"Quando vimos que estava em alta e viralizando em São Paulo, decidimos começar a produzir para delivery e levar essa opção para a região", explica Tássia.

Sucesso nas vendas e praticidade

Com valores que vão de R$ 15 a R$ 20, as opções passam por recheios clássicos e versões adaptadas ao paladar brasileiro: salmão (fresco ou grelhado), atum com maionese, frango teriyaki e shimeji.

A procura tem surpreendido quem está na cozinha. Com pouco mais de um mês de vendas, a resposta do público foi imediata.

"Eu até esperava uma procura boa, mas foi além da conta, acabou todo o nosso estoque logo no começo", conta Eric.

Em Caraguatatuba, Célia também comemora o ritmo intenso dos pedidos: "Não paramos um minuto. É uma comida afetiva e os clientes comentam que é impossível comer um só".

Além do sabor, o grande atrativo da novidade é a praticidade: os bolinhos contam com uma embalagem plástica inteligente que impede o contato da alga com a umidade do arroz até a hora do consumo, mantendo a textura bem crocante.

"É super prático, rápido e saudável. A embalagem protege a alga para não murchar, então dá para colocar na bolsa, levar para qualquer canto e comer sem fazer sujeira", conclui Tássia.

*Estagiária colaborou sob supervisão de Sarah Brito.

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