Pacientes enfrentaram horas de espera em hospitais de Roraima nesta sexta-feira (6). A falta de Ordem de Serviço do governo impediu médicos de assumirem plantões.
Profissionais relataram que as empresas contratadas estavam sem o documento há dias. Acompanhantes relataram as dificuldades de atendimento na unidade.
Secretaria de Estado da Saúde negou a falta de autorização para o trabalho médico no Cosme e Silva. A pasta informou que a situação foi regularizada.
As Ordens de Serviço começaram a ser liberadas por volta das 9h desta sexta-feira (6). No entanto, a liberação ocorreu com restrições na capacidade de atendimento.
Estado contrata empresas via credenciamento aberto para fornecer profissionais de saúde em plantões de 6h, atuando de forma complementar ao SUS.
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Pacientes relataram horas de espera por atendimento no Hospital Geral de Roraima (HGR) e no Pronto Atendimento Cosme e Silva, em Boa Vista, na manhã desta sexta-feira (6). O g1 apurou que a demora ocorreu porque médicos que prestam serviço para a rede estadual ficaram impedidos de assumir os plantões, devido à falta de Ordem de Serviço que deveria ser emitida pelo governo.
Entenda 🔎: Sem a Ordem de Serviço, a atuação dos médicos nas unidades de saúde é considerada ilegal. Profissionais que não quiseram se identificar relataram que as empresas pelas quais são contratados estavam há cinco dias sem o documento oficial para exercer as funções nos plantões.
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Procurada, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) não falou sobre o motivo para a demora nos atendimentos, mas negou que o Hospital Cosme e Silva esteja sem ordem de serviço. Em nota, a pasta informou que "a situação está regularizada e os serviços seguem normalmente".
Sem os profissionais suficientes, os pacientes enfrentaram horas de espera. Um homem que buscou atendimento para a esposa no Cosme e Silva na manhã desta sexta, e preferiu não se identificar, relatou à Rede Amazônica as dificuldades na unidade.
Ele contou que, com a falta de equipe, os próprios acompanhantes precisavam buscar cadeiras de rodas e macas.
"Falta profissional suficiente aqui [...] Esse hospital atende mais de 10 bairros. Tem gente que chega aqui e ela mesma precisa pegar a maca ou a cadeira de rodas, isso quando tem. Hoje mais cedo tinha acompanhante pedindo uma maca e não tinha", desabafou.
A reportagem apurou que a Sesau vinha sendo cobrada para regularizar a documentação desde a última terça-feira. No entanto, as Ordens de Serviço só começaram a ser liberadas no sistema estadual por volta das 9h desta sexta, quando o trabalho começou a ser retomado.
Uma médica que atua no Pronto Atendimento Cosme e Silva por meio de empresa credenciada, e que não quis se identificar, explicou que apesar de terem sido liberadas, as novas Ordens de Serviço vieram com restrições na capacidade de atendimento.
"Foram liberadas [as Ordens de Serviço] parcialmente, com redução abrupta no número de plantões, o que, de qualquer maneira, vai impactar nos serviços ofertados à população. Muitos lugares ficarão desassistidos, já que só podemos cumprir a quantidade prevista pela Sesau [nas OSs]", disse a profissional.
O modelo de trabalho afetado pela falta de Ordem de Serviços faz parte de um projeto de credenciamento aberto do governo estadual. Nesse formato, o Estado contrata empresas para o fornecimento de profissionais de saúde em plantões de seis horas.
contratação serve para atuar de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS).
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