A morte do meia Bismarck, assassinado a tiros na madrugada desta sexta-feira, em Natal, provocou comoção entre familiares, amigos e moradores do Passo da Pátria, comunidade onde ele cresceu.
O pai do atleta, Ailton Lucas do Nascimento, falou sobre a dor de perder o filho e relembrou a trajetória construída por ele no futebol desde a infância.
Entre as lembranças, Ailton também destacou um desejo que o filho não conseguiu realizar: jogar profissionalmente por um clube de Natal. Torcedor do ABC, ele contou que gostaria de ter visto Bismarck vestindo a camisa alvinegra.
A morte do meia Bismarck, assassinado a tiros na madrugada desta sexta-feira, em Natal, provocou comoção entre familiares, amigos e moradores do Passo da Pátria, comunidade onde ele cresceu. Em entrevista à Inter TV Cabugi, o pai do atleta, Ailton Lucas do Nascimento, falou sobre a dor de perder o filho e relembrou a trajetória construída por ele no futebol desde a infância.
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Ailton contou que estava dormindo quando recebeu, por meio da esposa, a notícia de que Bismarck havia sido baleado e levado ao hospital. Pouco depois, veio a confirmação da morte.
Apaixonado por futebol desde pequeno, Bismarck começou a perseguir o sonho de ser jogador ainda criança. Segundo o pai, aos 11 anos ele passou por um teste e, posteriormente, seguiu para o Fortaleza, onde permaneceu até os 20 anos. Ao longo da carreira, defendeu equipes como Campinense, Botafogo-PB, Globo FC, CSA e Santa Cruz.
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Entre as lembranças, Ailton também destacou um desejo que o filho não conseguiu realizar: jogar profissionalmente por um clube de Natal. Torcedor do ABC, ele contou que gostaria de ter visto Bismarck vestindo a camisa alvinegra. O jogador também alimentou essa vontade, mas acabou não tendo a oportunidade de atuar pelo clube.
- Eu queria que ele jogasse no ABC, para ver a torcida gritando o nome dele - falou Ailton.
No futebol do Rio Grande do Norte, como profissional, Bismarck atuou com a camisa do Globo FC entre 2017 e 2018. Ele foi vice-campeão potiguar em 2017. No mesmo ano, fez parte do grupo que conquistou o acesso à Série C - ele sofreu uma fratura no pé esquerdo durante a Série D. No total, disputou 29 jogos oficiais pela Águia de Ceará-Mirim e marcou três gols.
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A comoção pela morte de "B10", como era chamado, tomou conta do Passo da Pátria. De acordo com o pai, amigos e moradores da comunidade ainda tinham dificuldade para acreditar no ocorrido. Durante as férias, Bismarck continuava participando de partidas de futebol e mantendo a ligação com o lugar onde cresceu.
- Ele era um menino muito querido da gente. A família toda gostava dele - lembrou Ailton.
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Bismarck deixa três filhos - de 16, 7 e 3 anos. Em meio à dor, o pai disse que a família espera que o responsável pelo assassinato seja encontrado e preso.
- Estamos torcendo para a polícia entrar, para a Justiça. Quanto mais rápido, melhor. Deus é quem vai dar o conforto à família - afirmou.

