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O Vasco terminou sua participação na Copa do Brasil de 2026 ao ser eliminado pelo Palmeiras na semifinal depois de buscar o empate em 2 a 2 no agregado da eliminatória, mas perder a disputa de pênaltis por 5 a 4.
Mesmo brigando contra o rebaixamento, o time conseguiu emplacar a terceira semifinal consecutiva no torneio nacional. O técnico Pedro Emanuel valorizou a trajetória construída pelos seus comandados ao longo da temporada.
— O que tiro dessa Copa é o orgulho pelo percurso. Criamos uma grande expectativa nessa competição. Saímos com uma sensação de tristeza porque fizemos tudo que estava ao nosso alcance para chegar à final. Enfrentamos uma equipe muito boa e isso faz parte do crescimento para o Vasco. Uma equipe que já foi grande e quer voltar a ser grande — disse o técnico português.
O Vasco precisou lidar com a desvantagem inicial, depois de ter perdido por 1 a 0 o jogo de ida em São Paulo. Saiu na frente, sofreu o empate e novamente conseguiu buscar o empate no agregado para levar a decisão para os pênaltis.
Foram dois erros vascaínos na disputa, o meia argentino Lescando, primeiro a bater, e o atacante colombiano Andrés Gomez, o sexto a bater. Ambos pararam em Carlos Miguel. O treinador explicou a decisão pelos batedores.
— Definimos os cinco primeiros e a partir daí seria o momento de cada um deles. É importante percebermos dentro do jogo o momento individual. Gosto de dar essa liberdade para os jogadores. Vou dar a eles essa autonomia sempre e isso faz parte da minha forma de trabalhar. Gostaríamos que fosse diferente, mas não foi. Queríamos muito chegar à final, mas não aconteceu — detalhou Emanuel.
A equipe vascaína volta a jogar no próximo sábado (14), durante a Data Fifa, quando enfrenta a Chapecoense, na Arena Condá, em jogo atrasado da 21ª rodada, às 20h30. Uma vitória praticamente acaba com risco de rebaixamento. Veja outras respostas de Pedro Emanuel:
Entrada do Piton e ele não ter cobrado o pênalti
— Sim, fazia parte (ele cobrar). Até pelo passado que ele tem. Definimos os cinco primeiros e a partir daí seria o momento de cada um deles. É importante percebermos dentro do jogo o momento individual. Gosto de dar essa liberdade para os jogadores. Vou dar a eles essa autonomia sempre e isso faz parte da minha forma de trabalhar. Gostaríamos que fosse diferente, mas não foi. Queríamos muito chegar à final, mas não aconteceu.
Vestiário e qual o objetivo agora?
— Infelizmente vamos ter um espaço maior de tempo agora, que vai nos permitir recuperar os jogadores. Todos nós estamos tristes aqui e o vestiário não está diferente. Sentimos muito porque trabalhamos muito e era um momento importante para todos, tanto individualmente, como equipe. Lógico que é um dia de grande tristeza para nós. Ganhamos um grande time, um time que está lutando pela Libertadores e pelo Brasileirão. É doloroso ter esse sentimento e eu costumo dizer que o futebol tem tanto de mágico, quanto de cruel. Ficamos a alguns segundos de ser mágico e temos que aprender a viver com isso. Só sofremos porque estivemos presentes. Muitos times gostariam de estar na nossa posição. Por isso fica esta sensação de que, de fato, estamos tristes. Hoje lutamos, trabalhamos, jogamos para passar e fomos eliminados. Temos noção e orgulho daquilo que fizemos.
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Frustração por vencer o jogo e não conseguir se classificar
— Eu não vou entrar por aí (arbitragem no primeiro jogo), acho que hoje foi um bom espetáculo. Naturalmente o primeiro jogo poderia ter sido diferente nesse primeiro jogo, não vou dizer o contrário. Na minha opinião, acho que pelo menos o VAR deveria ter sido chamado, é para isso que o VAR existe, quando há um lance duvidoso dentro da área. Mas não queria ir muito por aí. Queria enaltecer a capacidade que o Vasco teve de enfrentar uma grande equipe, que está habituada a ganhar muitos títulos nos últimos anos e que nós consideramos como uma das mais qualificadas da América do Sul. E nós conseguimos ter a força, a capacidade, a energia e a qualidade para virar o resultado. Isso temos que enaltecer. Eu tinha avisado que é difícil jogar em São Januário, quando temos a torcida ao nosso lado, como aconteceu hoje... um dos grandes objetivos nossos hoje era proporcionar um grande momento para o clube.
— Acho que estamos merecendo isso, pelo trabalho desenvolvido e pela dificuldade que vivemos nos últimos anos. Acho que era um momento de grande orgulho que íamos sentir. Continuamos de ter orgulho porque, de fato, a entrega da equipe e os aplausos da nossa torcida no final vão ao encontro disso. A torcida se vê muito na equipe e eu quero que assim seja. Nós trabalhamos muito para ganharmos e oferecer esses momentos para a torcida. Mas isso faz parte de um crescimento, custa-nos, é doloroso. A tristeza é fato, e hoje mais ainda porque estivemos perto. Os últimos 25 minutos de jogo foram muito intensos da nossa parte, apesar de o campo estar pesado e o gramado irregular. Acreditamos sempre que poderíamos fazer o gol que nos colocaria na final.
— Estivemos próximos. Tentamos, não conseguimos, o Palmeiras acabou sendo mais competente nos pênaltis. Nós temos que aceitar. Custa-nos, a tristeza é grande, mas faz parte do crescimento. Eu tenho um grande orgulho do percurso que fizemos nessa Copa tal qual tenho grande orgulho do que estamos construindo juntos. É difícil, é muito difícil, não é de um dia para o outro. Faz parte do nosso crescimento aprender com essas derrotas
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