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PF mira grupo suspeito de desmatamento em Uruará, no Pará, e aponta prejuízo ambiental de R$ 469 milhões

04/08/2026

PF mira grupo suspeito de desmatamento em Uruará, no Pará, e aponta prejuízo ambiental de R$ 469 milhões

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (4) uma operação contra grupo suspeito de desmatamento químico em Uruará, Pará [1]. O prejuízo ambiental é estimado em R$ 469 milhões [1].

Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão no Pará, Paraná e Rio Grande do Sul [1]. O grupo usava herbicidas para desmatar assentamentos federais [1].

Cerca de 5.794 hectares destruídos foram transformados em pastagens para exploração econômica [1]. Os investigados podem responder por crimes ambientais, fraude e associação criminosa [1].

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), uma operação para desarticular um grupo suspeito de promover desmatamento químico em áreas de floresta nativa no município de Uruará, no sudoeste do Pará. De acordo com as investigações, os danos ambientais são estimados em R$ 469 milhões. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e três medidas cautelares nos estados do Pará, Paraná e Rio Grande do Sul.

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As investigações apontam que o grupo utilizava herbicidas lançados sobre a vegetação nativa para provocar a morte da floresta, prática conhecida como desmatamento químico. Laudos periciais da Polícia Federal indicam que aproximadamente 10.180 hectares de floresta foram degradados dessa forma em assentamentos federais de Uruará, uma área equivalente a mais de 14 mil campos de futebol.

Segundo a PF, após a destruição da vegetação, cerca de 5.794 hectares foram submetidos ao desmatamento por corte raso e transformados em áreas de pastagem, evidenciando um esquema voltado à ocupação e exploração econômica das terras devastadas.

As investigações também revelaram que a ação criminosa teria sido executada de forma organizada, envolvendo desde a compra dos produtos químicos até mecanismos para ocultar informações ambientais e dificultar a fiscalização dos órgãos competentes.

Além da coleta de provas, as medidas judiciais têm como objetivo interromper a continuidade das atividades investigadas e garantir a futura reparação dos danos causados ao meio ambiente.

Os investigados poderão responder por crimes ambientais, uso irregular de substâncias tóxicas, fraude em procedimentos ambientais e associação criminosa, sem prejuízo de outros delitos que possam ser identificados ao longo das investigações.

Os nomes dos suspeitos não foram informados.

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