O piloto de uma chalana que naufragou no Rio Grande, no domingo (11), afirmou que a embarcação estava regularizada. Ele declarou que agiu rápido para salvar os passageiros.
Todos os 22 ocupantes foram resgatados com vida. A embarcação continuava submersa nesta segunda-feira (12) e o acidente será investigado pela Marinha do Brasil.
O piloto José Eduardo de Andrade acredita que a água entrou em um dos tubulões de flutuação. Ele aguarda a retirada do barco para confirmar a causa.
Ao notar a inclinação, o condutor aproximou a chalana da margem e garantiu que todos usassem coletes salva-vidas. O grupo era formado por familiares e amigos.
Vítimas nadaram até a margem ou receberam apoio de lanchas e jet skis. Andrade destacou que seu treinamento náutico e de mergulho ajudou a manter a calma.
Piloto da chalana que naufragou no Rio Grande, entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG), José Eduardo Goulart de Andrade afirma que a embarcação estava com a documentação em dia e que agiu rápido para garantir a segurança dos passageiros.
O comerciante, que fazia um passeio com familiares na represa no domingo (11), relata que, assim que percebeu que a chalana estava afundando, começou a adotar os procedimentos necessários.
"Saímos daqui, passeio normal, estava tudo tranquilo. Aí, de repente, nós percebemos que ela começou a afundar um pouco devagar. Aí chamei todo mundo, colocamos colete em todo mundo. A hora que eu percebi que ela ia afundar, pedi para todo mundo sair nadando", conta.
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Todos os passageiros da embarcação foram resgatados com vida. Até esta segunda-feira (12), a chalana permanecia submersa no local.
As causas do acidente devem ser investigadas pela Marinha do Brasil.
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Naufrágio no Rio Grande
O naufrágio ocorreu na represa do Rio Grande, entre Rifaina e Sacramento, local turístico cercado por pousadas e ranchos, por volta das 13h45. Na embarcação estavam 22 pessoas, entre elas filhos, netos, noras, genros e amigos do piloto.
Andrade conta que a embarcação estava com a documentação regularizada e a manutenção em dia. Ele afirma que, depois de sair pela represa, percebeu que uma parte dela começou gradativamente a submergir.
"O que chamou atenção foi que ela estava submergindo um lado mais do que o outro", diz.
Ele não sabe precisar a causa, mas acredita que possa estar relacionada a entrada de água em um dos tubulões, estruturas usadas para garantir a flutuação e a sustentação das embarcações. "Vamos ter uma certeza depois que tirar ela da água e ver o que aconteceu."
Ele afirma que, além de garantir que todos estivessem com o colete salva-vidas, modificou o curso da embarcação para se aproximar da margem.
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Além do uso de coletes, o resgate foi facilitado pela proximidade do local do acidente com a margem.
De acordo com o Corpo de Bombeiros de Sacramento, parte das vítimas conseguiu nadar até a margem, enquanto outras pessoas foram retiradas da água com o auxílio de condutores de jet skis e lanchas que navegavam pelo local.
"Nós já estávamos próximos da margem, graças a Deus, e deu tudo certo, porque já tinha tudo, os coletes de segurança, as boias salvatórias. Foi ruim ter acontecido, mas não machucou ninguém."
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