A Polícia Militar do Distrito Federal deve enviar tropas especializadas para reforçar o policiamento em frente à Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília. A informação foi confirmada à reportagem pelo Comandante-Geral da corporação, coronel Rômulo Flávio Mendonça Palhares.
"Nós não chegamos em detalhamento. O que existe na prática é uma grande preocupação pela conjuntura, com uma eleição polarizada, uma eleição que traz uma atenção muito especial do mundo para o Brasil", afirmou o coronel Palhares.
Nesta sexta-feira (2), os Estados Unidos suspenderam o atendimento presencial na Embaixada dos EUA em Brasília e nos consulados do país em todo o Brasil. A decisão foi seguida também pela Austrália.
Ambos os governos afirmam que medidas são de segurança, mas não detalham quais seriam as ameaças que motivaram a interrupção dos serviços.
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Em uma nota atribuída ao porta-voz do Departamento de Estado, a embaixada dos EUA diz apenas que trabalharam "em estreita cooperação com nossas contrapartes brasileiras para tratar de questões de segurança". Não houve resposta ao questionamento sobre o que será feito com quem já tinha agendamento na embaixada e se houve um aviso prévio.
A reportagem aguarda retorno da Embaixada da Austrália.
Por volta das 10h da manhã desta sexta, a reportagem esteve nas duas embaixadas e não encontrou movimento (veja vídeo no início da reportagem).
O que diz a Embaixada dos EUA
"A Administração Trump tem máxima prioridade à segurança e à proteção dos cidadãos americanos. As Embaixadas e Consulados dos Estados Unidos no exterior utilizam regularmente o sistema de mensagens STEP, incluindo alertas, para informar os cidadãos americanos sobre ameaças, eventos e mudanças relevantes no contexto local. Estamos trabalhando em estreita cooperação com nossas contrapartes brasileiras para tratar de questões de segurança."


