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Polícia Civil encerra maior operação contra abuso sexual infantil no RS e coleta DNA de suspeitos para banco nacional

06/11/2026

Polícia Civil encerra maior operação contra abuso sexual infantil no RS e coleta DNA de suspeitos para banco nacional

A Polícia Civil encerra nesta sexta-feira (6) uma operação contra crimes sexuais infantis. Até o momento, 3 pessoas foram presas no Rio Grande do Sul.

A ação investiga os crimes de produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil. Também é apurado o crime de estupro de vulnerável.

Iniciada na quarta-feira (4), a ação cumpriu 6 mandados de busca e 2 de prisão preventiva. As buscas ocorreram em 5 cidades do estado gaúcho.

Os presos realizaram coleta de material genético para um banco nacional, em ação pioneira. Segundo a Polícia Civil, esta é a maior ofensiva contra esses crimes no estado.

A Polícia Civil encerra nesta sexta-feira (6) uma operação contra crimes sexuais. Os investigados são suspeitos de produzir, armazenar e compartilhar material de abuso sexual infantil, além de estupro de vulnerável. Até a última atualização desta reportagem, três homens foram presos.

Em uma ação pioneira, os presos foram encaminhados para a coleta de material genético para integração com o banco nacional de perfis genéticos o Instituto-Geral de Perícias (IGP).

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Após a detenção, a Polícia Civil solicita autorização judicial para extrair o material genético dos suspeitos. O objetivo é cruzar as informações para solucionar outros casos.

Os peritos acompanham as equipes policiais para analisar dispositivos eletrônicos, como celulares, computadores e discos rígidos, diretamente nos locais de busca. A identificação imediata de material ilícito permite a prisão em flagrante dos suspeitos.

"Isso é um trabalho científico feito pelos peritos no local, justamente para garantir a legalidade da coleta daquela prova na chamada cadeia de custódia. Então, eles efetuam buscas em dispositivos eletrônicos [...] E desvendando ali naquele local a existência do material, ali naquele momento é dada a voz de prisão para ele, e a partir dali começa todo o procedimento legal", explica o delegado André Ciardullo Mocciaro.

Um dos casos ocorreu em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde um homem foi detido. Segundo a investigação, o suspeito era vizinho e pessoa de confiança da família da vítima, o que permitia que ele ficasse sozinho com a criança.

"A gente costuma dizer que essas investigações são cibernéticas, mas não raramente o crime migra do mundo virtual para o mundo real. Esse é um caso que nos sensibiliza muito, porque esse criminoso, além de fazer o compartilhamento, o armazenamento, ele fazia produção de vídeos, ele abusava de crianças a quem ele tinha um acesso por confiança dos pais", afirma o delegado.

Com início na quarta-feira (4), a ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva nos municípios de Canoas, Viamão, Santa Cruz do Sul, Vila Maria e Caxias do Sul.

Segundo a Polícia Civil, trata-se da maior ofensiva de combate ao abuso sexual infantojuvenil já realizada no estado. A Operação Refúgio é comandada pela Divisão Especial da Criança e do Adolescente (DECA), vinculada ao Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV).

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