O presidente americano Donald Trump criticou nesta sexta-feira (9) a Noruega por não conceder o Nobel da Paz aos Estados Unidos. Ele alegou que merecia receber 8 prêmios.
Trump afirmou que o prêmio perdeu credibilidade por causa de "ideólogos radicais". Ele disse que a decisão mostra que o país europeu está "passando a perna" nos americanos.
O Nobel da Paz 2026 foi concedido à jurista sul-africana Navi Pillay, de 85 anos. Ela foi laureada pela defesa da justiça internacional e do Estado de Direito.
Após a premiação de Pillay, o governo dos Estados Unidos anunciou sanções ao Tribunal Penal Internacional. A jurista ironizou a possibilidade de dividir o prêmio com Trump.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta sexta-feira (9) a Noruega por não conceder o Prêmio Nobel da Paz aos americanos. Em um comício, ele afirmou que os país deveria ter recebido oito prêmios, um para cada guerra que ele diz ter encerrado.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Trump alega que conseguiu encerrar oito conflitos em todo o mundo, uma afirmação contestada por especialistas e lideranças internacionais. Desde o ano passado, ele afirma que merece receber o Nobel da Paz.
“E não vamos esquecer, Noruega, que vocês não deram esse prêmio a quem tem o maior histórico da história, com oito guerras”, disse Trump.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/3/l/YCknLDQ3CbYEQstRRZqA/2026-10-10t002837z-1091946746-rc200oa5olyz-rtrmadp-3-usa-trump.jpg)
O presidente também afirmou que a decisão é mais um sinal de que a Noruega e outros países estão prejudicando os Estados Unidos. Apesar disso, os membros do comitê que decidem o prêmio não tem vínculo com o governo norueguês.
“O fato de vocês não terem dado o Prêmio Nobel da Paz aos Estados Unidos da América é apenas mais um sinal de como a Noruega e todos esses outros estão passando a perna no nosso país”, declarou.
Trump também criticou o prêmio e disse que ele perdeu credibilidade por causa de pessoas que classificou como “ideólogos radicais” contrários à democracia e “inimigos da civilização”.
Vencedora
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/M/x/giXcH6TfuCcsH0X08D9g/afp-20261009-d2px49e-v1-highres-norwaynobelpeace.jpg)
O Prêmio Nobel da Paz 2026 foi concedido à jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay, de 85 anos. Pillay foi laureada pela defesa da justiça internacional e do Estado de Direito.
Ao longo da carreira, a jurista julgou o genocídio em Ruanda, chefiou a área de direitos humanos da ONU e presidiu o comitê contratado pela ONU que determinou que Israel cometeu genocídio em Gaza.
O presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Jørgen Watne Frydnes, afirmou que a premiação à jurista sul-africana é "uma mensagem àqueles que estão atacando e enfraquecendo o sistema internacional".
A fala foi lida como uma indireta a Trump, que atacou instituições multilaterais e internacionais, como o Tribunal Penal Internacional (TPI) — o qual Pillay fez parte nos anos 2000.
O governo Trump, inclusive, anunciou novas sanções contra o TPI horas após Pillay ser laureada com o Nobel da Paz.
Após saber que venceu o Nobel da Paz, Pillay brincou, de forma irônica, sobre dividir o Nobel da Paz com Trump. Ela também se disse surpresa com o prêmio.
VÍDEOS: agora no g1



