3 colombianas de uma mesma família e o piloto morreram na queda de um helicóptero na Vista Chinesa neste sábado (8).
O grupo chegou ao Brasil na segunda-feira para comemorar um aniversário de 15 anos. Eles visitaram diversos pontos turísticos antes de contratar o voo.
3 familiares sobreviveram por aguardarem o voo seguinte. As causas do acidente são investigadas pelo CENIPA, e a prefeitura pediu fiscalização extraordinária à ANAC.
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Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Copacabana, Lapa e Búzios. A primeira viagem ao Brasil da família colombiana que terminou em uma tragédia na Vista Chinesa foi marcada por uma sequência de passeios e registros de momentos felizes.
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Em várias das fotos publicadas por um dos sobreviventes, os familiares aparecem juntos e carregando a bandeira do Brasil.
As imagens foram publicadas por Victor Manrique, que estava no Rio com a mulher, Daniela Castañeda, e a filha, Laura Manrique. A viagem tinha também um motivo especial: a comemoração dos 15 anos de Laura.
Três mulheres da família morreram na queda do helicóptero neste sábado (8): Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17. Elas eram, respectivamente, avó, filha e neta.
Cristo, Pão de Açúcar, Lapa e Copacabana
O grupo chegou ao Brasil na segunda-feira e aproveitou os dias seguintes para conhecer alguns dos principais pontos turísticos do Rio.
Nas fotografias, os familiares aparecem no Cristo Redentor, no Pão de Açúcar, na Praia de Copacabana, na Escadaria Selarón, na Lapa.
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A família também viajou para Búzios, na Região dos Lagos. Lá, fez um passeio de barco e esteve na Rua das Pedras.
As imagens mostram os seis familiares reunidos durante a viagem, antes do passeio que terminaria com a morte de três deles.
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Helicóptero contratado pelo WhatsApp
Segundo familiares, o passeio de helicóptero foi encontrado pela família no Instagram e contratado por WhatsApp.
O plano era fazer um voo panorâmico de aproximadamente 20 minutos. Como o grupo tinha seis pessoas, os familiares foram informados de que seriam divididos em dois voos, com três passageiros em cada helicóptero.
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Rocio, Wendy e Sofia chegaram primeiro ao local e embarcaram na primeira aeronave. Victor, Daniela e Laura permaneceram no hangar e fariam o segundo voo depois que as três retornassem. Foi essa decisão que acabou fazendo com que os três sobrevivessem ao acidente.
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Familiares esperavam o retorno quando souberam da queda
Victor contou ao RJ2 que o primeiro voo deveria durar cerca de 20 minutos. Depois de mais de meia hora, porém, as três mulheres não haviam retornado.
Segundo ele, os familiares procuraram funcionários da empresa para saber o que havia acontecido. Foi quando ouviram que o piloto teria informado que precisava fazer um pouso forçado.
“O voo era 20 minutos e já tinha passado meia hora, 40 minutos e não chegavam. Não nos informavam nada. Fui perguntar o que estava acontecendo. Foi quando me disseram que o piloto havia reportado que tinha que fazer um pouso forçado”.
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Victor afirmou que os familiares não receberam uma confirmação oficial da empresa sobre a queda.
“Nunca nos deram a notícia. Nós soubemos da notícia pela internet”.
A empresa Voo Rio Panorâmico, responsável pelo helicóptero, afirmou, por meio do advogado Bernardo Cortez, que não tinha informações sobre uma eventual demora na comunicação.
Segundo ele, a empresa se mobilizou assim que tomou conhecimento do acidente e passou a prestar assistência aos familiares.
Três vítimas
Rocio Cubillos, de 59 anos, era mãe de Wendy Manrique, de 37, e avó de Sofia Murillo, de 17. As três morreram na queda do Robinson R44 de prefixo PP-MFS, da empresa Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos (VRP).
Além delas, o piloto Alessandro Rocha também morreu.
O helicóptero caiu em uma área de mata íngreme na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, na Zona Sul do Rio. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 11h11.
Após a queda, a aeronave explodiu e provocou um incêndio na vegetação. Os quatro ocupantes morreram carbonizados.
Cerca de 40 militares, 11 viaturas e quatro unidades operacionais foram mobilizados para o resgate. O acesso ao local foi dificultado pelo terreno íngreme e por áreas de precipício.
Comemoração pelos 15 anos da neta
A viagem ao Brasil também tinha um significado especial para a família: era uma comemoração pelo aniversário de 15 anos de Laura Manrique, filha de Victor e neta de Rocio.
Victor, Daniela e Laura estavam no grupo que aguardava no hangar para fazer o segundo voo de helicóptero.
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Depois da tragédia, Victor publicou fotos de toda a família durante a viagem e escreveu uma homenagem à mãe, à irmã e à sobrinha.
“A última viagem de metade da minha família 💔”
Na publicação, ele chamou Rocio, Wendy e Sofia de sua irmã, sua mãe e sua sobrinha.
“Minha irmãzinha, minha mãe e minha sobrinha! (...) Vou amá-las para sempre nesta vida e na outra!”
Empresa diz que helicóptero estava regular
A empresa responsável pelo Robinson R44 afirmou que a aeronave estava com a manutenção em dia e que tinha os alvarás necessários. O advogado Bernardo Cortez também disse que Alessandro Rocha era um piloto experiente e estava com as licenças em dia.
A empresa afirmou, porém, que ainda não sabe o que provocou a queda.
As circunstâncias do acidente serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA).
A Prefeitura do Rio pediu à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) uma fiscalização extraordinária dos voos panorâmicos realizados na cidade. O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) também citou a possibilidade de uma suspensão temporária das operações para ampliar a fiscalização de aeronaves, helipontos e manutenção.


