A Justiça decretou a prisão preventiva de João Pedro Santos Alves na última terça-feira (15). Ele é investigado pela morte da filha e está foragido.
A bebê morreu em 25 de agosto após internação por fratura no crânio. A mãe, Alicia Garcez, declarou: "Ele tirou tudo de mim".
O pai alegou que a criança caiu de seu colo por acidente. A defesa afirma que provará a falta de intenção de matar no processo.
"Ele tirou tudo de mim", diz Alicia Garcez sobre o ex-namorado foragido pela Justiça pela morte da filha do casal em Santos, no litoral de São Paulo. João Pedro Santos Alves é investigado por homicídio qualificado contra a menina, que tinha apenas quatro meses.
A bebê morreu no último dia 25 de agosto, dois dias após ser internada na Santa Casa de Santos. Ela apresentava hemorragia subaracnóidea (HSA) -- um sangramento na região entre o cérebro e a membrana que o reveste --, fratura no crânio e hematomas em outras regiões do corpo. O registro policial apontou que as marcas eram anteriores ao episódio que motivou a internação.
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Ao g1, Alicia Garcez, de 20 anos, afirmou que fará o possível para que João Pedro seja responsabilizado pela morte da filha.
"Quero justiça. Vou fazer de tudo para que ele pague pelo que fez. Ele tirou tudo de mim, sabe? As primeiras palavras, risadas, passos, tudo", disse.
Ela acrescentou que não considera nenhuma punição ao homem como suficiente para compensar a perda da filha. Apesar disso, a mulher espera que todas as medidas possíveis sejam tomadas. "Acho que nada que acontecer com ele vai ser equivalente, mas quero que seja feito tudo o possível."
O que diz a defesa
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Em nota, o escritório Ochsendorf, Campos & Cabrera Advogados, que representa João Pedro, informou que aguarda a complementação do laudo pericial e realiza uma análise detalhada dos elementos técnicos do caso.
Segundo a defesa, os elementos do processo demonstrarão que a morte da bebê foi resultado de um acidente e que não houve intenção de João Pedro de matar a filha.
Ainda de acordo com os advogados, os aspectos técnicos e circunstanciais serão esclarecidos ao longo do processo, quando, segundo eles, a dinâmica dos fatos será demonstrada.
Relembre o caso
A bebê foi levada à Santa Casa em 23 de agosto, com fratura no crânio, hemorragia subaracnóidea e hematomas pelo corpo. No primeiro depoimento, ainda no hospital, os pais disseram que ela havia caído de um carrinho.
Na delegacia, porém, o pai mudou a versão e afirmou que a menina havia caído do colo dele e que, ao tentar segurá-la, acabou empurrando a criança contra o chão. Ele era o único familiar responsável pela bebê no momento em que ela se feriu.
À época dos fatos, o g1 noticiou que o homem chegou a ser detido, mas acabou liberado em audiência de custódia. A Justiça recebeu a denúncia do MP-SP na última terça-feira (15) e decretou a prisão preventiva.
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